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Correio da Manhã

Cultura
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Empresário diz que paga a todos

Flávio Medeiros garante que não fugiu, defende que o evento foi cancelado devido à fraca bilheteira e afirma que acumulou prejuízos de 150 mil euros.
22 de Agosto de 2010 às 00:30
O festival Meu Querido Mês de Agosto contava com vários artistas de renome, mas foi cancelado logo no primeiro dia, deixando um mar de dívidas
O festival Meu Querido Mês de Agosto contava com vários artistas de renome, mas foi cancelado logo no primeiro dia, deixando um mar de dívidas FOTO: Almeida Cardoso

"Todos os lesados vão ser reembolsados: público, comerciantes, fornecedores e outros". A afirmação é de Flávio Medeiros, o empresário da Topiklink, empresa organizadora do festival Meu Querido Mês de Agosto, que se deveria ter realizado em Vila Real, de quinta-feira até hoje, mas que foi cancelado logo no arranque, depois de Pedro Abrunhosa não ter subido ao palco.

Segundo o promotor, o festival, que, além de Abrunhosa, contava ainda com Miguel Gameiro, João Pedro Pais e Rita Guerra como cabeças de cartaz, "foi cancelado devido à fraca bilheteira". E explicou: "Tínhamos uma previsão de dez mil pessoas por dia e, na quinta-feira, estavam lá só 800, o que tornou inviável o festival." Flávio Medeiros diz que não fugiu. "Estou em Portugal", garantiu. E promete reembolsar todos os lesados. "Quem comprou ingresso nas bilheteiras pode ligar para os nossos escritórios na segunda-feira (219 176 849) para vermos a melhor forma de devolver o dinheiro. Quem comprou através da rede da Ticketline deve dirigir-se aos locais de compra", afirmou.

O empresário disse ainda que vai falar com o "Abambres Sport Clube, de forma a que outros lesados possam receber lá. Talvez seja a melhor forma", afirmou. Segundo o promotor, o cancelamento do festival custou "150 mil euros à organização", verba em que se conta o sinal pago a alguns artistas. "O Pedro Abrunhosa, o Leandro e a Rita Guerra, esses pelo menos, receberam e vamos tentar reaver esse sinal porque eles não actuaram. E vamos também tentar reaver os 15 mil euros que pagámos à SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) pela licença de representação.".

Flávio Medeiros queixa-se ainda da "falta de apoios" e diz que "a Câmara de Vila Real não entrou com um cêntimo".

ARTISTAS PONDERAM QUEIXA

Alguns dos artistas em cartaz poderão avançar com uma queixa--crime contra a Topiklink, apurou o CM. São os casos de Emanuel e Sabrina, cantores representados pela empresa A. M. Produções. De acordo com Fernando Alexandre, responsável desta empresa, uma decisão só será tomada na próxima semana.

"Na segunda-feira vamos falar com os advogados e ver o que se pode fazer para nos defendermos", adiantou ao CM. Segundo o mesmo responsável, Emanuel e Sabrina "não receberam qualquer sinal".

O CM ouviu ainda representantes de Rita Guerra e João Pedro Pais, que aguardam esclarecimentos do promotor, a quem apontam "várias falhas" no processo de contratação. O Abambres Sport Clube, que arrendou o espaço para o evento, pondera também apresentar queixa contra a organização.

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