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Correio da Manhã

Cultura
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Enchente na praça e ritmo invejável

A praça portátil montada na típica aldeia de Chã de Baixo, em Pernes, Santarém, foi ontem pequena para albergar a multidão que ali se deslocou para assistir ao 3.º festival de angariação de fundos para a construção da capela de S. José, que se saldou num espectáculo de grande qualidade.
18 de Março de 2007 às 00:00
A Sónia Matias coube o toiro mais difícil e complicado
A Sónia Matias coube o toiro mais difícil e complicado FOTO: Jorge Godinho
Joaquim Bastinhas, um caso de inegável popularidade, abriu a corrida com uma bela actuação reconhecido pelo público com enormes ovações. Cravou ferros de grande dificuldade, rematou as sortes a preceito e terminou – a pedido – com o habitual par de bandarilhas a duas mãos. Segui-se-lhe o açoriano João Carlos Pamplona, que reapareceu nas arenas do Continente após 11 anos de ausência. O cavaleiro mostrou algum destreino mas, apesar de tudo, deixou ferros muito bons.
O terceiro toiro coube a Luís Rouxinol que, uma vez mais, esteve em plano de categoria e sempre acarinhado pela assistência. Brindou a lide ao padre Arlindo Miguel, grande promotor da iniciativa. João Salgueiro, o quarto cavaleiro em praça, rubricou uma boa actuação deixando a ferragem bem colocada e rematando as sortes com muito saber. A sua lide foi brindada a Francisco Moita Flores, presidente da Câmara Municipal de Santarém.
O quinto toiro, o mais difícil e complicado, coube a Sónia Matias, que, após grande esforço, conseguiu cravar alguns ferros de muito mérito e ser calorosamente aplaudida.
Finalmente, Ana Batista que, não estando ao seu melhor nível na ferragem comprida, deu uma lição de toureio com os ferros curtos, dois deles sensacionais, e foi aplaudida de pé pelo público.
Pelos Amadores do Ribatejo pegaram Mário Gonçalves (à 2.ª), Francisco Mansidão (1.ª) e João Machagaz (1.ª), que saiu bastante combalido, e pelos da Chamusca, sempre à 1.ª, fecharam-se Emanuel Enjai, Ruben Faria e Nuno Luís.
Um ritmo invejável marcou o espectáculo bem dirigido por César Marinho, no final do qual o ganadeiro Manuel José da Úrsula foi chamado à arena pelo curro excepcional.
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