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Correio da Manhã

Cultura

ENCONTRO MÍTICO EM LISBOA

Dois géneros musicais distintos, o soft-jazz de Jane Monheit e a música brasileira de Ivan Lins, encontraram--se ao vivo, pela primeira vez, domingo à noite em Lisboa.
21 de Julho de 2003 às 00:00
Os dois já se encontraram em disco, primeiro num álbum de Jane com a canção "Começar de Novo" e recentemente no último trabalho de Lins com o tema de George Benson e Paul Williams, "Love Dance".
O concerto foi iniciado por Jane Monheit, que pouco adiantou ao que ouvimos em Novembro na mesma sala: os habituais "standards", o mesmo quarteto com grande preponderância para o saxofonista Joel Frahm e o contrabaixista e arranjador Joe Martin.
Desta vez, foi notória a preocupação de Monheit em usar a voz com mais descrição não utilizando registos tão altos como no passado recente, procurando encontrar mais ritmo e menos exuberância vocal.
"My Shinning Hour" deu início à prestação da cantora, seguindo-se "Lover Come Back To Me", "Come Rain Or Shine", "Garota de Ipanema" e "Cheek To Cheek". Ivan Lins veio ao palco para cantar em dueto a sua composição "Walking In The Sun", tendo Monheit rematado a primeira parte com o tema de Leonard Bernstein "Once Uppon A Time”.
IVAN LINS SURPREENDE
Começou devagarinho, com uma canção a solo dedicada a Carlos do Carmo, depois cantou um hino ao Brasil ("Meu País") e a seguir entrou numa surpreendente rapsódia dedicada a António Carlos Jobim e ao Rio de Janeiro, que apelidou de "Jobinianas".
Neste mundo de recordações e dedicações, Lins entrou numa toada de "bossa-jazz" em que os seus acompanhantes improvisaram nas guitarras e teclados com grande virtuosismo e vertiginoso ritmo.
Este conjunto de canções começou com "Luar do Arpoador", tema de Lins dedicado a Jobim, seguindo-se "Samba do Avião", "Dindi", "Vivo Sonhando", "Triste" e finalizando com o maravilhoso "Rio de Maio".
O ritmo não quebrou, veio "Rosa Soberana" e as coisas só acalmaram com o dueto com Jane Monheit, interpretando ambos a balada "Love Dance".
Para terminar, Ivan Lins homenageou o samba interpretando Martinho da Vila e Gilberto Gil ("O Rio de Janeiro Continua Lindo"). "Desesperar, Jamais!", foi a última canção antes dos super aplausos e de um "encore" verdadeiramente explosivo.
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