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Correio da Manhã

Cultura
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ENTRE UM SALPICO E OUTRO

Roteiro da utopia do músico José Carlos. Dia 25 - Mesão Frio-Régua: A chuva aí está com a força toda. Não há como fugir-lhe.
10 de Outubro de 2004 às 00:00
Passava bem, era sem alguns cromos. Numa esplanada fechada afago a guitarrita quando uma ave rara vem ter comigo e dispara: "Eu sou do Porto, 'super-dragões', vês? (arregaça a manga e mostra a tatuagem) E tu?".
Confiante no seu sentido de humor, respondo: "Eu sou mouro, pá". O ser vira costas e enfia-se por um corredor. Guardo a viola e raspo-me dali, não vá o fulano aparecer com mais meia-dúzia de fanáticos.
Estou eu nisto, quando surge, vindo de Ferreira do Alentejo, o Zé António e comitiva. Bons tempos passei eu no Alentejo com este magano e agora cá estamos na terra de outros alegres compinchas e noctívagos conspiradores de mil utopias, que espero encontrar mais logo no 'Ferro Velho'.
Entretanto, de Sintra, chegam a Edite e o Miguel, e de Amarante o sr. Nelson. Os amigos são como a chuva, não há como fugir-lhes. E, definitivamente, a Régua é hoje a sala dos meus amigos. Com o Douro mesmo a meus pés, que mais posso eu querer da vida?
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