Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura

ESPAÇO CULTURAL MAIS PROCURADO

A Biblioteca do Exército, em Lisboa, com cerca de 120 mil volumes, é a mais consultada por estudiosos estrangeiros - do Brasil, África do Sul, França, Estados Unidos e outros países - do que por portugueses.
26 de Agosto de 2003 às 00:00
  Biblioteca do Exército: fama além-fronteiras
Biblioteca do Exército: fama além-fronteiras FOTO: d.r.
Criada em 1929, a Biblioteca do Exército "tem as portas abertas a todos os estudiosos, nacionais e estrangeiros, que a procuram para as suas pesquisas e que nela encontram, em regra, muito mais do que esperavam", disse à Lusa o director da instituição, coronel Alberto Ribeiro.
O seu acervo inclui mais de mil livros sobre Napoleão Bonaparte, que chegou a ser considerada uma das maiores colecções do género existentes fora da França.
A Biblioteca do Exército possui igualmente uma rara colecção de mapas levantados e desenhados pelo Barão de Wiederhold. Parte destes mapas foram ainda utilizados pelo Barão ao serviço do seu país e os restantes ao serviço de Portugal, onde viria a atingir o generalato.
Há poucos anos, uma conservadora da Biblioteca Nacional de Paris ficou deslumbrada com o espólio da Biblioteca do Exército, afirmando que "nunca" esperara "encontrar em Lisboa dos finais do século XX documentos do século XVIII catalogados com um sistema do século XIX", contou o coronel Alberto Ribeiro.
A Biblioteca do Exército resultou da fusão da Biblioteca do Estado- -Maior do Exército (fundada em 1884) e a antiga Biblioteca do ministério da Guerra (também conhecida por "Livraria dos Paulistas"), com um historial que remonta à extinção das ordens religiosas, em 1834.
Em 1996, este espaço recebeu o acervo - cerca de três mil obras - da biblioteca da extinta Direcção da Arma de Artilharia.
Ver comentários