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Correio da Manhã

Cultura
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ESPÓLIO DE BARRILARO RUAS DOADO À BIBLIOTECA NACIONAL

O Millennium bcp e os herdeiros de Henrique Barrilaro Ruas, representados pela sua viúva Maria Emília Chorão de Carvalho Barrilaro Ruas, doaram ontem à Biblioteca Nacional (BN), em Lisboa, o espólio documental do escritor e historiador.
9 de Julho de 2004 às 00:00
O acervo é constituído por milhares de documentos, entre correspondência com personalidades da vida cultural e política portuguesa e os numerosos ficheiros de trabalho do escritor. Inclui ainda manuscritos de obras inéditas, versões preparatórias de trabalhos publicados bem como documentação de carácter político.
“Vamos garantir que este legado permaneça vivo”, prometeu na cerimónia o director da BN, Diogo Pires Aurélio, acrescentando: “Queremos preservar este acervo para sempre a fim de enriquecer a cultura e o património portugueses para proveito e exemplo de gerações vindouras”.
A mesma opinião foi partilhada pelo presidente do Conselho de Administração do Millennium bcp, Jorge Jardim Gonçalves.
“Trata-se de um património muito importante que não podia perder--se nem diluir-se pelo tempo, o que seria contrário ao seu enriquecimento”, disse o responsável, segundo o qual o banco apenas se limitou a ser o “veículo entre a BN e a família de Barrilaro Ruas”.
“Não houve nenhuma contrapartida. Só a consciência de que estamos a enriquecer o País”, declarou.
A BN assegurará a preservação dos documentos e procederá ao respectivo tratamento informático e microfilmagem, à classificação, à ordenação e à inventariação, antes de o disponibilizar para consulta pública.
Nascido na Figueira da Foz em 1921, Barrilaro Ruas licenciou-se em Histórico-Filosóficas, em Coimbra. Dedicou-se ao estudo das instituições medievais portuguesas e, como bolseiro, prosseguiu estudos em Paris. Assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi professor em várias instituições de ensino em diversas cidades do País.
Foi um dos fundadores da revista neo-integralista e de cultura portuguesa ‘Cidade Nova’ bem como do Centro Nacional de Cultura, colaborou no Centro de Cultura Popular e foi ainda um dos promotores do Instituto António Sardinha.
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