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Obra de robot criado por Leonel Moura em 2002 foi arrematada em leilão.
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O primeiro desenho original criado por um robô, concebido por Leonel Moura, artista pioneiro nesta área, em Portugal, foi vendido em leilão, por 5 mil euros, em Lisboa, revelou hoje à agência Lusa fonte da leiloeira.
Contactado pela Lusa, Filipe Costa, assessor da leiloeira Cabral Moncada, indicou que a obra foi comprada por um colecionador particular durante o leilão presencial que decorreu na segunda-feira à noite, em Lisboa.
"É um facto histórico porque é a primeira vez, de que tenhamos conhecimento, que uma obra desta natureza é vendida em leilão, em Portugal", comentou o responsável.
Intitulada "SP0008", a pintura de 30 por 30 centímetros foi realizada em acrílico sobre papel, e está assinada e datada de 10 de janeiro de 2002.
Nessa data, o artista Leonel Moura colocou um pincel, mergulhado em tinta azul, num braço robótico comandado por um programa de Inteligência Artificial (IA), que desenhou autonomamente um conjunto de linhas numa composição abstrata.
O desenho foi capa da revista do MIT (Massachusetts Institute of Technology)"Artificial Life", em 2008, despertando o interesse do meio científico, e também da revista Flash Art, dedicada à arte contemporânea, que o reproduziu na edição de setembro de 2017, num artigo dedicado à nova arte de base digital.
A obra já não pertence ao artista Leonel Moura, e tinha sido apresentada para venda em leilão por um particular. Contactado pela Lusa, Leonel Moura, mostrou-se surpreendido com a venda, assinalando que "contou também o fator raridade".
"Estas obras são raras no contexto da arte contemporânea. E essa é uma qualidade muito apreciada pelos colecionadores", comentou. A venda de uma obra de arte criada por IA "significa que finalmente a arte robótica entrou no mercado da arte em Portugal", acrescentou.
Em março deste ano, o artista português apresentou um conjunto de robôs pintores, de sua autoria, numa exposição sobre o uso destas máquinas na arte, realizada no Grand Palais, em Paris.
A mostra constituiu uma das primeiras abordagens museológicas desta nova forma de arte, e reuniu obras de alguns artistas que foram precursores mundiais, como Jean Tinguely, e outros nomes, como Nicolas Schöffer, Patrick Tresset, So Kanno, Takahiro Yamaguchi, J. Lee Thompson, e Arcangelo Sassolino.
Intitulada "Artistes & Robots", a mostra apresentou, entre peças de outros artistas, um conjunto de robôs de Leonel Moura que criavamm, em tempo real e de forma autónoma, pinturas originais.
A peça de Moura era uma arena, no interior da qual se encontram os robôs em ação, e nas paredes são apresentadas duas grandes pinturas finalizadas, podendo os visitantes observar ao vivo a 'performance' robótica e o resultado.
Em Portugal, Leonel Moura é um artista pioneiro da aplicação da inteligência artificial e da robótica na arte, e tem realizado exposições, conferências e livros em todo o mundo sobre a IA.
Entre outras obras, Leonel Moura publicou, em 2013, "Robot Art", com o essencial do seu trabalho com robôs aplicados à arte, e, em 2016, "Robots and Art", editado pela Springer, com textos de artistas de referência nesta área.
No catálogo da leiloeira, pode ler-se a explicação de Leonoel Moura sobre SP0008, criada em 2002:
"No dia 10 de janeiro de 2002, pelas 12:15 horas, o artista Leonel Moura colocou um pincel, mergulhado em tinta azul, num braço robótico. O braço, comandado por um programa de Inteligência Artificial, desenhou autonomamente um conjunto de linhas numa composição abstrata. Nasceu o primeiro desenho original criado por um robô. Até então máquinas e robôs foram usados para reproduzir composições previamente programadas.
O desenho foi capa da revista do MIT "Artificial Life" em 2008, demonstrando o interesse do meio científico. Também a revista Flash Art, dedicada à arte contemporânea, o reproduziu na edição de setembro de 2017, num importante artigo dedicado à nova arte de base digital.
O debate sobre o papel da robótica e da Inteligência Artificial na sociedade humana, envolvendo praticamente todos os domínios, do trabalho à cultura, está na ordem do dia. A arte antecipa com frequência o futuro. Este pequeno desenho, realizado há quase duas décadas, é disso a demonstração".
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