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Correio da Manhã

Cultura
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"Estava nervosa antes de filmar”

Angelina Jolie. Em ‘A Troca’, que estreia hoje em Portugal, é uma mãe em busca do filho perdido na Los Angeles dos anos 20. No domingo pode ganhar um Globo de Ouro.
8 de Janeiro de 2009 às 00:30
'Estava nervosa antes de filmar”
'Estava nervosa antes de filmar” FOTO: Tony Rivetti

Correio da Manhã – Em ‘Um Coração Poderoso’ era uma mulher devastada por perder o marido. Agora, perde um filho em ‘A Troca’. Que diferença existe entre os papéis?

Angelina Jolie – Estava a par da semelhança entre estas duas personagens, que perdem entes queridos. Mas ao ler o guião de ‘A Troca’, não pude esquecer esta mulher, sobretudo por também ser mãe. Não imagino nada pior do que perder um filho. Sobretudo quando não conhecemos o seu destino.

– A sua experiência enquanto mãe foi importante para o papel?

– É claro que não pude deixar de imaginar a dor e frustração que sentiria se isso me acontecesse. Tive de encontrar uma abordagem diferente, pois nunca saberei como responderia. Vivi um drama semelhante ao perder a minha mãe três meses antes de fazer ‘A Troca’. ‘Christine’ representa um pouco o que foi a minha mãe. Era uma mulher muito pacífica, mas uma verdadeira fera no que dizia respeito aos filhos.

– Como foi trabalhar com Clint Eastwood?

– Foi incrível. Estava muito nervosa antes de começar a filmar, mas logo percebi que ele é um grande líder, empenhado em servir a história. É um grande realizador e o respeito que ele tem pelo trabalho dos outros faz-nos respeitá-lo também.

– Apesar de ‘A Troca’ basear-se num episódio ocorrido no início do século XX, é bastante actual...

– Sem dúvida. Foi interessante entrar nesse período histórico e perceber como pôde suceder algo assim. E é salutar ver alguém a lutar contra a corrupção, a levar o caso a tribunal e a tentar mudar a lei.

INTERPRETAÇÃO COMOVENTE

Tenso e intenso. Assim é o filme de Clint Eastwood, mestre das emoções e dos épicos, caso de ‘A Troca’, o drama (real) de uma mãe solteira na Los Angeles dos anos 20 a quem o filho desaparece sem deixar rasto. E Angelina Jolie ofusca no esplendor da cólera (contida e sentida) de uma mãe sozinha a quem a polícia devolve um outro filho, ao engano. Arrisca-se a novo Óscar ou, pelo menos, ao Globo para o qual foi nomeada. Vivendo e sobrevivendo a todas as adversidades, mantém-se firme contra a forte e corrupta instituição policial de então, num retrato realista da força incondicional do amor de mãe. Que vai até ao fim por uma réstia de esperança. Comovente.

PERFIL

Pouco lhe falta conquistar aos 33 anos. Ganhou um Óscar em 2000, por ‘Vida Interrompida’, e vive com Brad Pitt e os seus seis filhos. Para muitos é a mulher mais sexy do Mundo.

 

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