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Correio da Manhã

Cultura
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Estranha história

O filho mais novo do recém-falecido ‘padrinho da soul’, James Brown, não está contemplado no testamento do pai, o mesmo acontecendo – tal como se previa – com a última companheira do cantor, Tomi Rae Hynie.
14 de Janeiro de 2007 às 00:00
Contrariamente ao que acontece com os irmãos, James Brown II, nascido a 11 de Junho de 2001, não está incluído nos últimos desejos do famoso intérprete de ‘Living in America’ e ninguém, a começar pela equipa de advogados, parece entender a razão de tão estranha atitude.
Tão estranha como as disputas entre os herdeiros quanto à última morada do cantor, cujo corpo continua por sepultar 19 dias após a morte, ocorrida no Dia de Natal, aos 73 anos.
Embalsamado dentro de um caixão selado e no interior da casa onde vivia, em Aiken, na Carolina do Sul (pertença de um fundo especial desde Agosto de 200), continua o corpo de James Brown. Tudo para proteger o património do músico, nomeadamente os objectos pessoais, mas, sobretudo, para impedir o acesso de Tomi Rae, a quem os herdeiros não reconhecem como viúva e que desconhecida o testamento à data da sua leitura, na passada quinta-feira.
Tomi Rae era casada em 2001 quando se uniu a Brown, razão porque o casamento foi considerado nulo. E, como era necessário para legitimar a situação, não voltou a se casar com o músico quando resolveu o estado civil.
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