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Correio da Manhã

Cultura
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Ex-trabalhador processa Medeia

Nuno Viriato Rodrigues, ex-trabalhador da Medeia Filmes, de Paulo Branco, processou a empresa onde trabalhou mais de 15 anos. Em causa está uma indemnização à qual o projeccionista do King (da Medeia) diz ter direito. "Ficou acordado que me pagariam 10 600 euros e não pagaram. Por isso, fui para tribunal", disse ao CM.

18 de Dezembro de 2011 às 01:00
Paulo Branco recusa comentar processo e diz que assuntos judiciais se tratam em tribunal
Paulo Branco recusa comentar processo e diz que assuntos judiciais se tratam em tribunal FOTO: Duarte Roriz

Em 2010, Nuno "acumulava já parte de ordenados em atraso". "Os valores viriam a ser pagos", mas, em Abril, recebeu uma carta da Medeia a informá-lo do fim do posto de trabalho. Como justificação, "a redução de actividade" e o fecho das salas do Saldanha Residence. Como Nuno trabalhava no King, reclamou e a Medeia enviou-lhe uma "rectificação", integrando-o num processo de despedimento colectivo e informando-o da indemnização devida (10 600 euros). Em Agosto, novo ‘volte-face’: recebe outra carta dando conta de despedimento por "justa causa" devido a um processo disciplinar. A nota de culpa alega que o projeccionista fora entretanto à empresa pedir explicações a Paulo Branco (à data ausente), exigindo o pagamento do ordenado de Julho – que estava em atraso –, com modos e ameaças.

Nuno diz-se de "consciência tranquila", mas vai esperar até Abril de 2012, data da audiência judicial. Questionado pelo CM sobre o caso, Paulo Branco recusou-se sequer a saber de que acção se trata, referindo que assuntos judiciais se tratam em tribunal.

CINEMA MEDEIA PROCESSO PAULO BRANCO
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