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Correio da Manhã

Cultura

Expensive Soul: "Não somos iludidos da música"

Os Expensive Soul aqueceram ontem o Sudoeste, no mesmo dia – e no mesmo palco – que Cee Lo Green
11 de Agosto de 2013 às 01:00
Expensive Soul
Expensive Soul FOTO: Luís Guerreiro

 

Correio da Manhã – Demo, como é fazer anos em dia de concerto?

Demo – É especial. A família está toda cá. Veio partilhar este momento. Sabe bem.

– Têm um tema novo, ‘Cupido’. Como está a ser recebido?

Max – Muito bem.

Demo – Tem mais de 100 mil visualizações no YouTube. Temos tido imenso feedback no Facebook. Aos 14 anos de carreira, sentimos que tínhamos de fazer diferente, corresse bem ou mal.

– É diferente tocar em nome próprio e tocar em festivais?

Demo – Cada vez mais as pessoas apreciam a música portuguesa. Parece-me que até mais do que artistas internacionais. Muitas bandas vêm cumprir calendário. Vemos muita música portuguesa nos tops.

– Que bandas gostam mais de ouvir em português atualmente?

Max – Orelha Negra, Mind da Gap, Ana Moura, Nu Soul Family, Richie Campbell. Muita música com muita qualidade.

– Há hoje melhor música cantada em português do que quando começaram?

Max – Sim. Gostava, quando tinha 10 anos, de ter ouvido música portuguesa como a que faço hoje. É por isso que trabalhamos, queremos deixar uma herança.

– Aspiram a uma carreira internacional?

Max – Quem nos dera. Em novembro temos o primeiro concerto no Luxemburgo. É difícil. Aceitamos música brasileira, angolana, espanhola mas para nós não há o mesmo retorno nesses países.

– Quando começaram, anteciparam que o vosso percurso fosse o que tem sido?

Max – Começámos foi a brincar. Aos poucos percebemos que havia espaço para nós.

Demo – Foi tudo muito passo a passo. Não somos iludidos. Temos os pés assentes na terra.

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