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Correio da Manhã

Cultura
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Exposição contestatária em Lisboa

Discos, filmes, livros, peças de roupa ou de mobiliário e cartazes estão entre as 60 peças que integram a exposição ‘É Proibido Proibir’, que inaugurou ao fim da tarde de hoje no MUDE – Museu do Design e da Moda, e que evoca o espírito contestatário de duas décadas particularmente revolucionárias: os anos 60 e 70.
29 de Outubro de 2009 às 21:30
António Costa esteve na inauguração
António Costa esteve na inauguração FOTO: Duarte Roriz

Segundo Bárbara Coutinho, comissária da exposição e também directora do museu, pretendeu-se preparar, mais do que uma exposição tradicional, uma instalação onde pessoas e objectos estivessem próximos, onde o espectador não se sentisse como um observador frio e distanciado dos objectos. Aqui, os sentidos contam mas os sentimentos também.

“Para mim, os anos 60 e 70, época em que se assistiu a um grande experimentalismo em todas as áreas, é também sinónimo de prazer e foi com esse espírito que nos propusemos organizar esta instalação”, explica Bárbara Coutinho. “Como uma experiência de prazer que é para partilhar com o visitante.”

O espaço de ‘É Proibido Proibir’ foi concebido pelo arquitecto e cenógrafo José Manuel Castanheira, para quem a organização de uma exposição com objectos tão díspares foi “um desafio”. “Ao mesmo tempo foi muito aliciante”, diz. “Até porque a época aqui retratada é-me próxima, por razões geracionais. Prepará-la teve, também, uma componente afectiva”, confessa.

António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, presente na inauguração, parecia entusiasmado com o que via. “É uma exposição fantástica, com excelente apresentação e prova a excelência do MUDE. É uma exposição de nível internacional.”

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