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Correio da Manhã

Cultura
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Exposição de Sebastião Salgado mostra África em Madrid

Foi em 1971, durante uma viagem como economista da Organização Internacional do Café, que Sebastião Salgado se apaixonou pe-la arte que viria a torná-lo famoso – a fotografia – e pelo continente que tão bem retratou: África.
30 de Maio de 2007 às 00:00
Salgado junto a um dos seus trabalhos expostos em Madrid
Salgado junto a um dos seus trabalhos expostos em Madrid FOTO: Andrea Comas / Reuters
E são precisamente 56 imagens de grande formato captadas em África com a inseparável Leika que o fotógrafo brasileiro, de 63 anos, apresenta agora na sala de exposições do Banco Bilbao Vizcaya, em Madrid, no âmbito da Photo España 2007.
Seleccionadas a partir de centenas tiradas por Sebastião Salgado durante as inúmeras visitas a África, as fotografias oferecem retratos emocionantes de crianças e mulheres a colher chá no Ruanda, de nómadas no deserto do Sara e de vítimas das incontáveis guerras. “Esta exposição é parte da minha vida”, confessou Salgado ao jornal ‘El País’, acrescentando: “Tudo o que de importante me aconteceu foi no decorrer destas viagens. E o que aprendi? O poder da dignidade. Um poder tão forte que, espero, um dia acabe com a miséria, com as guerras, com a injustiça de que sofre toda aquele gente”.
Questionado sobre se algum dia usará uma máquina digital, aquele que é considerado um dos melhores fotógrafos do Mundo respondeu: “Jamais. Eu só trabalho a preto e branco. No cinzento tenho todas as cores do Mundo, e isso não se consegue com uma máquina digital. Esse é outro mundo, não o meu”.
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