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Correio da Manhã

Cultura

Faço análise há anos

Aí está a mais recente proposta de sucesso com sabor a Brasil: ‘Divã’ está em cartaz há um ano no país irmão e chega amanhã ao Teatro Tivoli, Lisboa, trazendo como protagonista um rosto bem conhecido do grande público: Lília Cabral.
10 de Janeiro de 2006 às 00:00
A intérprete de telenovelas como ‘Chocolate com Pimenta’, ‘Malhação’ ou ‘Tieta’, entre muitas outras, está pela primeira vez entre nós para fazer teatro, embora Portugal seja um ponto de passagem habitual na sua vida pessoal e profissional.
Para além de ter família por cá (a mãe nasceu em S. Miguel, Açores), a actriz contou ontem, em conferência de Imprensa, que a sua filha aprendeu a andar no Castelo de Tomar! “Eu estava cá a gravar algumas cenas da novela ‘Anjo Mau’ e a Júlia veio comigo”, recordou. “Tinha oito meses... Estou desejosa de levá-la lá, agora que tem oito anos.”
Foi a própria Lília Cabral que se lembrou de passar ao palco o romance homónimo de Martha Medeiros. Depois de produzir dois espectáculos de teatro, andava à procura de um novo texto para levar à cena, quando se deparou com este romance sobre psicanálise e opções de vida.
HISTÓRIA EMOCIONANTE
‘Divã’ conta a história de Mercedes, uma mulher que, aos 40 anos, casada e mãe de filhos, decide – por curiosidade – ir ao psicanalista. Ela, que até aí não tinha quaisquer problemas, apercebe-se de que há muitas facetas da sua vida que tem vindo a reprimir. Nasce, então, uma nova mulher, com quem Lília Cabral garante que todos nos identificaremos.
“O espectáculo tem tido muito sucesso porque estamos perante uma peça sensível, que fala de relacionamentos humanos. É uma história com que toda a gente se pode identificar, e esse é o nosso trunfo”, diz-nos a actriz, que está nomeada para prémio de melhor actriz por esta interpretação. Assim como o seu colega de palco, Marcelo Valle e o encenador, Ernesto Piccolo.
Com ‘Divã’ Lília Cabral promete, ainda, desmistificar a função do psicanalista. “Parece que cá em Portugal têm pudor em dizer que fazem análise, não é? Pois vão perder esse pudor. Faço análise há anos, desde que minha mãe morreu, e não há nada melhor”, concluiu.
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