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Correio da Manhã

Cultura
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Fecho de cinemas chega à Câmara

Vila Franca de Xira está sem cinema, mas um vereador da Câmara Municipal promete não desistir das duas salas da Lusomundo recentemente encerradas. Rui Rei já apresentou uma proposta de discussão, quarta-feira, em reunião de câmara, na qual defende a tomada de medidas rápidas e concretas por parte do município que conduzam à reabertura das salas.
20 de Janeiro de 2006 às 00:00
O concelho de Vila F. de Xira tem agora apenas uma sala de cinema
O concelho de Vila F. de Xira tem agora apenas uma sala de cinema FOTO: Jorge Paula
A intenção, no entanto, parece contrariar os planos da Lusomundo Cinemas que, contactada pelo CM, justificou o encerramento com um lacónico: “O contrato chegou ao fim”, escusando-se a apontar razões para o desinteresse na exploração do espaço.
O encerramento das salas do Vila Franca Centro, há cerca de um mês, é o culminar de um ciclo negro para os amantes de cinema no concelho, já que também as salas de Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria e Alverca do Ribatejo fecharam recentemente as suas portas. “Foi um mero acto de gestão da Lusomundo”, que não se compadeceu com a baixa afluência de público, disse ao CM o vereador do PSD.
O concelho, com cerca de 140 mil habitantes, passa assim a dispor “apenas de um pequeno espaço” para a exibição de produções cinematográficas em Castanheira do Ribatejo.
CONTRA O "CONFORMISMO"
“O que está em causa é, sobretudo, a atractividade do concelho. Vila Franca tem vindo a perder o interesse junto dos investidores e arrisca tornar-se um mero dormitório, com todos os problemas que a descaracterização acarreta”, defendeu Rui Rei, que irá invocar este mesmo argumento para sensibilizar os seus pares.
“A Câmara não pode, por isso, ver esta questão com conformismo e aceitar a falta de afluência de ânimo leve”, acrescentou.
A cidade já esteve durante duas décadas sem sala de cinema e, por ironia do destino, o Vila Franca Centro foi construído precisamente nos terrenos do antigo Cine-Teatro com a condição de proporcionar à população uma sala do género. Em 1994, o centro apresentou a primeira sala IMAX do País, com um ecrã dez vezes maior que os convencionais e uma qualidade superior de som e imagem, mas também este não resistiu à “concorrência gerada pela proximidade de Lisboa”.
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