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Correio da Manhã

Cultura
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Festival com vista sobre a cidade

À noite o cenário não perde em beleza. Sob as luzes do céu (que se espera) estrelado e com a cidade e a Ponte 25 de Abril iluminadas em fundo, o Festival Delta Tejo vai gozar de uma vista privilegiada sobre a zona ribeirinha lisboeta.
19 de Julho de 2007 às 00:00
Luís Montez, da Música no Coração, espera 45 mil pessoas durante os três dias do evento
Luís Montez, da Música no Coração, espera 45 mil pessoas durante os três dias do evento FOTO: Natália Ferraz
O fundo do palco principal, transparente, serve mesmo esse propósito. Afinal, este “é um anfiteatro natural”, como reforça Luís Montez, promotor do evento, e nada foi adulterado.
O terreno é irregular e, apesar de as máquinas terem andado pelo Pólo Universitário do Alto da Ajuda a aplanar o piso, há pedras, socalcos, pó. Mas “não cortámos nem uma árvore”, sublinha o responsável da Música no Coração.
O conceito é, claro, ecológico. A Delta compromete-se a compensar a emissão de carbono provocada pelo evento que vai trazer ao recinto, de seis hectares, nomes como Daniela Mercury, Orishas, Mafalda Veiga e João Pedro Pais (ver cartaz), entre outros. Por dia, num festival que arranca amanhã e dura até domingo, são esperadas cerca de 15 mil pessoas.
“Vamos contabilizar a emissão de carbono durante o festival e depois faremos a compensação”, garante ao CM Rui Miguel Nabeiro, neto do fundador e administrador do grupo Delta Cafés.
Continuando a estratégia CarbonoZero levada a cabo pela marca – oferta de lâmpadas de baixo consumo na compra de kits do café nos hipermercados – e através da plantação de árvores em zonas identificadas pela EDP (após contabilização da energia despendida), como acrescenta Montez, a Delta posiciona-se assim como mais uma empresa amiga do ambiente. E investe na divulgação. “O festival faz sentido para transmitir a cultura da empresa e mostrar as várias formas de consumo do café”, diz Rui Nabeiro.
ÁREA LOUNGE E MUITO CAFÉ
Num recinto com dois palcos – o principal para as bandas dos países produtores de café; o outro, do Montepio Geral (também patrocinador), para artistas nacionais – o espaço é reforçado com uma vasta área lounge, bares Heineken e pontos Delta onde estarão profissionais de cafetaria (‘baristas’ formados em Itália) que mostrarão ao público múltiplos aromas de café, bebidas frescas e formas originais de consumo.
“Este espaço é lindo e tem todas as condições para fazer história. Além de ser um local natural, limpámos o lixo e preservámos o espaço”, aponta ainda Luís Montez, que contabiliza o investimento aproximado do evento em “um milhão de euros”.
Os copos são recicláveis, a música é diferenciada dos restantes festivais de Verão, o recinto comunga com a natureza. Trunfos que fazem com que as expectativas em relação a esta primeira edição do Delta Tejo sejam “muito elevadas”.
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