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Correio da Manhã

Cultura
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FILME DE MOORE APLAUDIDO

Primeiro, o ecrã surge todo negro ouvindo-se o som dos aviões a chocarem com as Torres Gémeas do World Trade Center. Depois, o horror das famílias das vítimas do atentado contrastam com o Presidente Bush sentado, após saber do atentado, durante nove minutos e aparentemente impassível, numa sala de aula de uma escola na Florida.
19 de Maio de 2004 às 00:00
Assim começa 'Fahrenheit 9/11' o novo documentário do realizador Michael Moore, estreado anteontem no Festival de Cannes, onde foi aplaudido pela assistência e pela crítica. Manifestamente contra a forma como Rush tem tratado a questão do Iraque e da Guerra do Terror, o conteúdo do filme levou já a Disney a proibir a sua subsidiária, a Miramax, de o distribuir.
"É uma confusão total. A sua forma de fazer as coisas ofendeu muita gente", disse o cineasta numa conferência de Imprensa durante a qual 'gozou' com George W. Bush: "Desta vez, eu fui um homem correcto e Bush escreveu os diálogos mais engraçados".
Mostrando a forma como a América e a Casa Branca reagiram aos atentados de 11 de Setembro de 2001, o documentário traça ainda ligações entre a família de Bush e alguns sauditas proeminentes, incluindo a família de Osama Bin Laden...
Michael Moore ganhou notoriedade há dois anos com o documentário 'Bowling for Columbine' - sobre o massacre de estudantes no liceu do mesmo nome, nos Estados Unidos - contra a Associação Nacional de Armas, que acumulou cerca de 100 milhões de euros em receitas de bilheteira a nível mundial e lhe deu o Óscar da Academia na respectiva categoria.
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