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Correio da Manhã

Cultura
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“Foi montada uma cabala contra mim”: as queixas do ex-diretor do Museu da Presidência em julgamento

Diogo Gaspar é acusado de usar indevidamente recursos do Estado para fins particulares tribunal.
Patrícia Lima Leitão 9 de Outubro de 2020 às 08:19
Diogo Gaspar começou esta quinta-feira a ser julgado no Campus de Justiça, em Lisboa, acusado de 42 crimes
Diogo Gaspar começou esta quinta-feira a ser julgado no Campus de Justiça, em Lisboa, acusado de 42 crimes FOTO: Pedro Nunes/Lusa
O ex-diretor do Museu da Presidência da República considera que a acusação que lhe imputa 42 crimes é totalmente “improcedente e injusta”. Diogo Gaspar começou esta quinta-feira a ser julgado no Campus de Justiça, em Lisboa. Está acusado de ter contratado amigos íntimos como colaboradores e de usar indevidamente recursos do Estado para fins particulares. Em causa estão crimes de peculato, abuso de poder, participação económica em negócio e branqueamento de capitais.

“Facilmente se desmonta esta cabala para acabar comigo e com a minha carreira. Nunca recebi um cêntimo que não fosse devido. Trabalhei e sempre ganhei honestamente o meu dinheiro”, referiu Diogo Gaspar ao juiz. A investigação das autoridades começou em abril de 2015, na sequência de uma denúncia anónima. “A grande motivação dessas pessoas foi a inveja do meu estatuto. Grande parte foram pessoas a quem eu dei a mão: porque lhes dei trabalho, porque os ajudei”, justificou o ex-diretor do Museu da Presidência, referindo-se a antigos colaboradores. “Deixaram-me trabalhar, deram-me corda, depois ataram-me e atiraram-me ao rio. Os factos não correspondem à verdade, depois de um processo em que fui detido e exposto perante a comunidade. Essa foi a minha primeira condenação”, concluiu.

O processo ‘Operação Cavaleiro’ conta ainda com outros três arguidos: José Dias, Paulo Duarte e Vítor Santos. Nenhum destes quis prestar declarações esta quinta-feira.
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