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Correio da Manhã

Cultura
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Portugal preserva memória do fascismo com museu na Fortaleza de Peniche

Antiga prisão política servirá para manter viva a memória de um período negro em Portugal.
Catarina Demony 29 de Agosto de 2018 às 17:10
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
As janelas das celas vistas de dentro da prisão política de Peniche
Uma das janelas da prisão de Peniche
Um dos lados da antiga prisão
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
O interior de uma das celas da antiga prisão
Vista de uma parte da antiga prisão de Peniche
Domingos Abrantes, ex-preso político, numa entrada de uma cela de castigo
As celas de castigo na antiga prisão polícia de Peniche
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
O corredor da antiga prisão de Peniche
As grades da antiga prisão de Peniche
Ex-preso político Domingos Abrantes na antiga prisão política de Peniche
Uma das canecas usadas pelos prisioneiros
A vista da entrada para a antiga prisão política em Peniche
Fogões antigos na cozinha da antiga prisão política em Peniche
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
A janela do interior de uma das celas da prisão política de Peniche
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
As janelas das celas vistas de dentro da prisão política de Peniche
Uma das janelas da prisão de Peniche
Um dos lados da antiga prisão
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
O interior de uma das celas da antiga prisão
Vista de uma parte da antiga prisão de Peniche
Domingos Abrantes, ex-preso político, numa entrada de uma cela de castigo
As celas de castigo na antiga prisão polícia de Peniche
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
O corredor da antiga prisão de Peniche
As grades da antiga prisão de Peniche
Ex-preso político Domingos Abrantes na antiga prisão política de Peniche
Uma das canecas usadas pelos prisioneiros
A vista da entrada para a antiga prisão política em Peniche
Fogões antigos na cozinha da antiga prisão política em Peniche
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
A janela do interior de uma das celas da prisão política de Peniche
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
As janelas das celas vistas de dentro da prisão política de Peniche
Uma das janelas da prisão de Peniche
Um dos lados da antiga prisão
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
O interior de uma das celas da antiga prisão
Vista de uma parte da antiga prisão de Peniche
Domingos Abrantes, ex-preso político, numa entrada de uma cela de castigo
As celas de castigo na antiga prisão polícia de Peniche
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
O corredor da antiga prisão de Peniche
As grades da antiga prisão de Peniche
Ex-preso político Domingos Abrantes na antiga prisão política de Peniche
Uma das canecas usadas pelos prisioneiros
A vista da entrada para a antiga prisão política em Peniche
Fogões antigos na cozinha da antiga prisão política em Peniche
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
A janela do interior de uma das celas da prisão política de Peniche
Domingos Abrantes, um dos presos políticos da era de Salazar na Prisão de Peniche
Portugal planeia transformar uma prisão notória em Peniche, onde ativistas antifascistas foram espancados e torturados, num museu para ajudar a garantir que as memórias e experiências dos seus sobreviventes idosos não morram com eles.

E como o apoio a grupos de extrema-direita cresce em toda a Europa, os sobreviventes dizem que é vital que as gerações mais jovens aprendam sobre o sofrimento sob o poder de António Salazar, o mais antigo ditador de direita da Europa.

Salazar governou Portugal com mão de ferro de 1932 até à sua morte em 1968, embora o seu regime só tenha desmoronado em 1974, na revolução dos 'Cravos', onde não foi derramado sangue.

A imponente prisão da fortaleza na cidade de Peniche, a cerca de 100 quilómetros a norte de Lisboa, era a maior prisão do género na época de Salazar. Lá, a polícia secreta, conhecida como PIDE, lidou impiedosamente com os oponentes do regime.

A prisão será reaberta em abril como um museu dedicado à resistência anti-Salazar e à luta pela liberdade depois de o governo socialista minoritário de Portugal, apoiado pelos comunistas que ajudaram a derrubar o regime em 1974, ter revertido a decisão de entregar o sítio a investidores privados. 

De pé, na cela onde passou quase uma década de sua vida, o veterano ativista comunista Domingos Abrantes, agora com 82 anos, lembrou a privação do sono, variações extremas de temperatura e chantagem emocional que ele e outros prisioneiros tiveram que suportar.

"Passávamos 22 a 23 horas por dia dentro da cela e fomos muito punidos. Já visitei dezenas de escolas por todo o país (nas últimas décadas) e quando conto a minha história, algumas crianças perguntam-me se realmente aconteceu", disse Domingos Abrantes.

Manter a memória viva 
"A melhor maneira de respeitar a memória daqueles que se sacrificaram é garantir que o fascismo nunca retorne. A extrema-direita está a crescer na Europa, por isso agora é mais importante do que nunca contar às novas gerações sobre o que realmente aconteceu", disse o ativista à agência Reuters.

Os ativistas dizem que os governos anteriores, muitas vezes, procuraram intencionalmente erradicar memórias do passado fascista de Portugal. Por exemplo, alguns locais, incluindo a sede da polícia secreta de Salazar, em Lisboa, foram transformados em apartamentos ou hotéis de luxo.

A historiadora Irene Pimentel disse que o plano nacional de educação nas escolas também deu pouca atenção à era de Salazar.

"Mas agora os netos e netas daqueles que viveram a ditadura estão a interessar-se pelo que aconteceu e  aqueles que viveram durante o regime estão a envelhecer", disse Pimentel.

O museu de Peniche não é a única iniciativa atual que tenta manter as memórias vivas. Em maio, uma fortaleza usada por Salazar como sua residência de férias foi transformada num centro artístico. Cineastas e produtores de teatro também estão a começar a trazer histórias, que ficaram por contar, sobre o regime para os palcos de Portugal e cinema português.

Paula Silva, diretora do Património Cultural, que administrará o museu, disse: "A liberdade é um direito humano, mas pode desaparecer".
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