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Correio da Manhã

Cultura
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Gabriela Canavilhas acredita que sector livreiro está "florescente"

A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, afirmou esta quinta-feira acreditar que, apesar do contexto de crise, "não é pelo preço de um livro que os consumidores se irão retrair".
28 de Abril de 2011 às 19:23
Gabriela Canavilhas estimou que a 81.ª edição do certame venha a ter "tanto sucesso" como as anteriores
Gabriela Canavilhas estimou que a 81.ª edição do certame venha a ter 'tanto sucesso' como as anteriores FOTO: António Cotrim/ Lusa

Na abertura da Feira do Livro de Lisboa, hoje à tarde, a governante disse que o sector livreiro está "florescente" e estimou que a 81.ª edição do certame venha a ter "tanto sucesso" como as anteriores.   

"No período em que vivemos, de alguma preocupação, de alguma retracção, [a Feira do Livro] será um espaço de descontracção, fruição e prazer", antecipou. 

A ministra reconheceu ainda que os e-books são "uma nova forma de trazer o livro a muito mais pessoas, mais fácil e leve", mas confessou: "Ainda não me rendi aos tablets."   

E acredita que os e-books não irão "destronar o livro", mas que podem ser "um factor exponencial para desenvolver um maior número de leitores". 

Nesta altura com ‘Sinais de Fogo’, de Jorge de Sena, à cabeceira, Gabriela Canavilhas prometeu voltar à feira para comprar "várias coisas", mas de uma forma "mais anónima, com um saco e ténis".  

Antes da cerimónia de abertura, em que discursaram também o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e o presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Paulo Teixeira Pinto, a ministra da Cultura ainda trocou umas palavras em inglês com dois cidadãos chineses, perguntando-lhes a que autores portugueses traduzidos tinham acesso.  
 
A Feira do Livro de Lisboa abriu hoje e vai ficar no Parque Eduardo VII até 15 de Maio, contando com 140 participantes, que representam 450 editoras e chancelas, distribuídos por 240 pavilhões.

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