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Correio da Manhã

Cultura
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GAIA NA TEIA DE ‘HOMEM-ARANHA’

O Festival Internacional do Filme-Gaia 2002 abrilhanta amanhã, às 22h00, a sua gala de abertura no Auditório da Serra do Pilar, com a anteestreia nacional de "Homem-Aranha", de Sam Raimi, um demolidor sucesso de bilheteira oriundo dos Estados Unidos.
12 de Junho de 2002 às 21:31
A vida do estudante Peter Parker (Tobey Maguire) muda por completo quando, numa visita de estudo, é mordido por uma aranha geneticamente alterada. Pouco depois, nota algumas alterações: começa a aperceber-se de que ganhou a força, a agilidade e a percepção de uma aranha. Decide então dedicar a sua vida ao combate ao crime, levando a peito a expressão do tio Ben (Cliff Robertson): "O poder cria responsabilidade".


Quarenta anos depois da sua criação em Banda Desenhada, "Homem--Aranha” (cuja estreia comercial está marcada para o próximo dia 21) reaparece agora nas telas com um fôlego revigorante. O protagonista sujeitou-se a um intenso treino, sendo os seus movimentos realçados pelos efeitos especiais gerados por computador. Requintes que as plateias se apressaram em corresponder.


A estreia do filme nos Estados Unidos e Canadá bateu todos os recordes, ascendendo as receitas a mais de 110 milhões de euros em escassos três dias. Uma senda de êxito que o filme já está a trilhar no Reino Unido, onde se estreou há uma semana.


"Homem-Aranha" fez a sua primeira aparição em 1962 no último número da revista de BD “Amazing Fantasy”. O sucessos foi tão estimulante que a publicação mudou a sua designação para “Amazing Spiderman”.


O vilão, Green Goblin - interpretado na película por Willem Dafoe -, apareceu pela primeira vez em Julho de 1964. À actriz Kirsten Dunst (”Entrevista com o Vampiro”) foi encarregue de apanhar a aranha na sua sedutora teia.

“Cocktail”

Noutra tela do certame, o Auditório Municipal, o cartaz salienta às 17h45 a projecção de "Killing Me Softly", de Chen Kaige. Nesta produção britânica - um autêntico “cocktail” em forma de filme - o mais conceituado realizador chinês faz a sua estreia no Ocidente, encetando uma nova fase ao abordar temáticas inéditas.


Para as 15h30 está agendada a passagem de "Monsieur Batignole", no qual Gerard Jugnot revisita a época da Segunda Guerra mundial, desta vez em versão de comédia dramática, na melhor tradição de "A Vida é Bela".


Na retrospectiva dedicada à mítica produtora e distribuidora 20th Century Fox, estará em destaque "Quills", uma revisão da vida do Marquês de Sade. Um filme assinado por Philip Kaufman, em que Geoffrey Rush se mostra um Sade "sádico" q.b. (sala AMC, às 15h00).


Às 21h15 no Auditório Municipal redesenha-se "A Barreira Invisível", em que Terrence Malick faz um retrato cruel e visualmente estonteante da batalha de Guadalcanal, um dos épicos episódios da guerra no Pacífico. Nomeado em 1999 para sete Óscares da Academia de Hollywood, tem um elenco de luxo em que pontificam Sean Penn, James Caviezel, George Clooney, John Cusack, Woody Harrelson, Nick Nolte e John Savage.
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