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Correio da Manhã

Cultura
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Gerações do fado enchem Casino

A Grande Gala do Fado Carlos Zel, que na noite de quinta-feira esgotou o Salão Preto e Prata do Casino Estoril, reuniu três gerações de cantores representadas por meia dúzia de artistas de gabarito.

23 de Maio de 2009 às 00:30
Mais jovem de entre todos os fadistas presentes no Casino Estoril, coube a Ana Moura arrancar a Gala
Mais jovem de entre todos os fadistas presentes no Casino Estoril, coube a Ana Moura arrancar a Gala FOTO: d.r.

Três mulheres (Ana Moura, Maria da Fé e Argentina Santos) e outros tantos homens (Camané, Carlos do Carmo e Vicente da Câmara) fizeram uma espécie de antologia do fado, em que estiveram representados seis estilos e escolas diferentes.

Como é tradição, a noite começou com uma guitarrada (Mário Pacheco e Paulo Parreira nas guitarras portuguesas e Carlos Garcia e Joel Pina nas violas), seguida pela participação da artista mais jovem: Ana Moura. Cada um interpretou quatro fados e a cantora que irá colaborar com Prince surgiu cheia de ‘gingado’, iniciando com o popular ‘Fado da Procura’. Camané iniciou com ‘Sei de um Rio’ e terminou com ‘Saudades Trago Comigo’ numa participação de luxo. Maria da Fé – que exultava de felicidade por ter sido avó pela segunda vez – cantou quatro êxitos da carreira, incluindo ‘Fado Errado’ e ‘Cantarei até que a Voz me Doa’. Carlos do Carmo distribuiu charme, sendo particularmente aplaudido no ‘Fado Bailado’.

Seguiram-se dois octogenários de peso: Argentina Santos e Vicente da Câmara. A primeira foi tão aplaudida quando cantou (magistralmente) ‘Volta Atrás Vida Vivida’ ou ‘Lágrima’ como quando se enganou numa letra e, com a maior modéstia e grandeza, pediu desculpas, "pois o tempo não perdoa".

Vicente da Câmara encerrou com a inevitável ‘Moda das Tranças Pretas’, tendo antes cantado uma desgarrada com Miguel Sanches, que apresentou o espectáculo.

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