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Correio da Manhã

Cultura

Gosto de ser sexy!

Carmen Electra surge verdadeiramente hilariante em ‘Scary Movie 4 – Que Susto de Filme’, que chega a Portugal na próxima quinta-feira, dia em que faz 34 anos. À conversa com o CM falou do seu trabalho como actriz e como modelo e de si: “Gosto de estar no controlo da situação”.
16 de Abril de 2006 às 00:00
Gosto de ser sexy!
Gosto de ser sexy! FOTO: dr
Correio da Manhã – A Carmen faz cinema, televisão, grava discos, é modelo, dança... Encara isso mais como uma oportunidade ou um desafio?
Carmen Electra – É tudo muito diferente. A dança foi o que aprendi a fazer, pois desde miúda que pratico dança clássica. A interpretação é um desafio. Mas quase que gosto mais porque tenho de estar mais concentrada.
– Gostaria de ter papéis mais relevantes?
– Sem dúvida. É esse o meu objectivo e o de todas as actrizes. Mas não podia ter recusado o ‘Scary Movie 4’. Fiz o primeiro e foi divertidíssimo. Agora, mesmo sendo uma pequena participação, aceitei…
– Viu ‘A Vila’ para se inspirar para esta personagem?
– Sim e adorei. É verdade que não me enviaram o argumento de ‘Scary Movie’ porque era segredo. Mas como é o David Zucker tinha confiança completa. Li as minhas cenas e achei que seria fantástico interpretar a rapariga cega.
– A sua cena era para ser apenas uma em que está a urinar e só se ouviriam esses sons. Mas, depois, introduziram os ‘efeitos especiais’ das descargas intestinais. O que achou da alteração?
– Inicialmente, fiquei com receio e um pouco chocada, mas depois ri-me, sobretudo quando a cena foi testada com público e foi um êxito.
– Ficou embaraçada?
– Não. Ficaria se fosse real, mas como é um filme ninguém leva a mal.
– É uma vantagem ser uma mulher ‘sexy’ quando faz comédia? A Carmen tem um corpo que 99 por cento das mulheres invejam...
– Obrigada! Talvez mas não penso muito nisso. Tenho um sentido de humor muito disparatado. Quando vêem as imagens sensuais, as pessoas acham que encaro a minha sexualidade com muita seriedade.
– E não é verdade?
– Não! Eu gosto de ser ‘sexy’! Tenho uma óptima carreira baseada nessa imagem. Mas tenho outras facetas, não me levo assim tão a sério.
– O que é que não sabemos de si?
– Sou muito independente, gosto de estar sozinha, de ir às compras sozinha. Gosto de estar no controlo da situação.
– Afinal de contas é uma rapariga normal…
– É claro que tenho pessoas a ajudar-me, uma pequena ‘entourage’, mas quando estou em casa, em Los Angeles, gosto de pegar no carro e de passear.
– Consegue ter privacidade com todos os ‘paparazzi’?
– Às vezes. Mas estão cada vez piores. O mercado das revistas ‘cor-de-rosa’ é muito forte e toda a gente do espectáculo perdeu grande parte da privacidade.
– É daquelas estrelas que é seguida pelos ‘paparazzi’?
– Depende do local onde estou. O que normalmente fazem é decorar a matrícula do carro.
– Então, como consegue fazer compras sem ser constantemente assaltada por fãs e fotógrafos?
– Se lutar contra isso, vou ficar desesperada. Então, procuro encarar as situações com naturalidade. E, honestamente, devo estar agradecida por alguém querer o meu autógrafo. Mas existem momentos para tudo. Às vezes não quero ser incomodada e os ‘paparazzi’ podem ser um pouco maçadores. Mas deixo-os tirar a foto e sigo o meu caminho.
– Em que consiste o projecto do ‘striptease’ aeróbico?
– É uma colecção de cinco DVD: um de ‘fitness’, outro de truques para fazer ‘striptease’, outro de ‘lap dance’ e os restantes com mais aeróbica. São de muito bom gosto e orientados para mulheres.
– Que tal é suceder Marilyn Monroe e Rita Hayworth como rosto da Max Factor?
– Tenho de beliscar-me para ver se é real. Sempre sonhei fazer uma grande campanha. Ainda por cima, adoro maquilhagem; sou mesmo uma menina… É uma enorme honra representar a marca!
– Sai de casa sem maquilhagem?
– Sim… Bem, embora goste de ter sempre alguma maquilhagem. Mas quando vou ao ginásio, não ponho.
– Quando passou a levar-se a sério como artista?
– Quando resolvi a minha vida. Tenho trabalhado muito e estou rodeada de gente boa. Faço o que acho que devo fazer e empenho-me.
– Isso é porque está feliz em casa?
– Sim! Quando a nossa vida familiar está em paz, podemos concentramo-nos em nós próprios e na nossa carreira. É a primeira vez que tenho uma relação em que me deixam ser eu própria. O David (Navarro, guitarrista dos Jane’s Addiction) gosta muito de mim. Deixa-me ser eu própria e isso faz-me sentir bem.
PERFL
Tara Leigh Patric nasceu a 20 de Abril de 1972 em Sharonville, no estado do Ohio, mas Carmen Electra só ficaria conhecida depois de um ‘olheiro’ de Prince a descobrir a cantar num grupo de rap em Los Angeles. A sua carreira artística começou com a gravação de um disco, a que se seguiu a de modelo e a de actriz. Vimo-la na série televisiva ‘Marés Vivas’ (1989) e depois em papéis discretos em filmes como ‘Scary Movie - Que Susto de Filme’ (2000) e, mais recentemente, ‘À Dúzia é Mais Barato’.
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