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Correio da Manhã

Cultura
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Grande corrida com lotação esgotada

Uma noite memorável.
Joaquim Tapada 13 de Outubro de 2019 às 19:55

O público que esgotou o Campo Pequeno na última quinta-feira assistiu a um bom espectáculo de toiros em que cavaleiros, forcados e ganadeiro tiveram nota alta.

Com a direção de Tiago Tavares, assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva lidou o primeiro toiro o jovem António Prates que confirmava a alternativa na arena de Lisboa.

E António Prates esteve em bom plano com ferros de boa nota, sobretudo na ferragem curta.

A pega esteve a cargo do forcado de Montemor, António Calça e Pina que se fechou ao primeiro intento.

O 2º toiro, de António Raul Brito Paes, tal como os restantes do curro, foi lidado por António Telles que recebera o Galardão Campo Pequeno, premiando a sua trajetória brilhante na tauromaquia.

O valoroso cavaleiro teve uma atuação de grande valor, igual a outras da sua carreira. Brega correta, preparação e colocação da ferragem excelentes e muito aplaudidas. A pega foi consumada por Francisco Barreiros Andrade, à primeira tentativa.

Saiu em 3º lugar o toiro para Rui Fernandes e o cavaleiro da Charneca da Caparica esteve francamente bem, aproveitando as boas qualidades do toiro. Ferros colocados no sítio e entusiasmantes preparações em balancé.

João da Câmara, de Montemor, executou rija pega à primeira. Cavaleiro, forcado e ganadeiro deram volta a arena.

O 4º toiro foi lidado por João Moura Caetano que teve de se esforçar perante um toiro pouco colaborante. Deixou excelente ferragem, depois de acertada brega e escolha de terrenos. João Saraiva, Aposento da Chamusca fechou-se bem numa pega carregada.

O 5º toiro da noite coube à cavaleira Ana Rita que ao longo da temporada tem obtido grandes triunfos em praças de Espanha. E Ana Rita confirmou em Lisboa o seu momento de forma. Desembaraçada, cravou bons ferros e levou o entusiasmo às bancadas. A pega ao difícil toiro foi consumada por Francisco Borges, de Montemor, após duas tentativas falhadas.

O último da noite foi lidado por Luís Rouxinol Jr. que atuou ao seu nível, ou seja, muito bem. Com dois anos de alternativa, o jovem sabe bregar, crava no sítio e remata as sortes. A pega foi consumada à segunda tentativa por João Salgueiro, do Aposento da Chamusca.

O espetáculo teve ritmo, foi bem dirigido e a antecedê-lo, após a exibição da charanga da GNR e o cortejo de pagens, coches e estandartes reais numa Corrida de Gala à Antiga Portuguesa, foi celebrado o 50º, aniversário das cinco corridas de toiros no estádio de Djacarta, na Indonésia aos quais assistiram cerca de meio milhão de pessoas. Foram até hoje as corridas com maiores assistências ao vivo.

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