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Correio da Manhã

Cultura
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GRANDE FARRA NO TRINDADE

É uma das grandes estreias da ‘rentrée’ e é realmente garantia de divertimento. Falamos da peça ‘Picasso e Einstein’, que o actor/comediante Steve Martin escreveu e que Rui Mendes acaba de estrear no Teatro da Trindade, em Lisboa, com um elenco mediático e surpreendentemente coeso.
4 de Outubro de 2004 às 00:00
Já toda a gente percebeu que juntar actores conhecidos mas com experiências de palco díspares nem sempre dá bom resultado.
Um dos méritos de Rui Mendes foi ter logrado uma mistura homogénea a partir de materiais tão diversos como Ana Nave e Ricardo Carriço, Pedro Giestas ou João Didelet,
Com música e canções de época pelo meio, os actores aparecem-nos imbuídos de um mesmo espírito: o entusiasmo vivido no princípio do século, quando a ciência dava passos de gigante e as artes revolucionavam a nossa maneira de ver o Mundo.
Claro que quem não perceba nada da Teoria da Relatividade vai ficar na mesma, e quem não conheça a importância de Picasso para a História da Arte permanecerá na ignorância. Mas será que é isso que se pede a um espectáculo de teatro?
O humor de Steve Martin, embora tipicamente americano, faz mesmo rir, e os actores criaram personagens hilariantes. O Einstein de Pedro Górgia é um espanto e o Gaston de Rogério Vieira um primor, por exemplo. Enfim, estamos na presença de um espectáculo popular, que flui ao sabor das gargalhadas, e que tem todas as condições para crescer ainda mais, com a rodagem...
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