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Correio da Manhã

Cultura
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Grupos anunciam temporada

Três peças de William Shakespeare, uma de Tchekov e dois originais portugueses – assinados, respectivamente, por José Maria Vieira Mendes e Luiz Francisco Rebello – são, até ao momento, os nomes mais apetecíveis da temporada teatral que se anuncia e que arrancará no fim-de-semana de 7 a 9 de Setembro, com três reposições.
29 de Agosto de 2007 às 00:00
O brilhante ‘Hamelin’, dos Artistas Unidos, é reposta já a 7
O brilhante ‘Hamelin’, dos Artistas Unidos, é reposta já a 7 FOTO: Jorge Gonçalves
‘The Pillowman – O Homem Almofada’, de Martin McDonagh, numa encenação de Tiago Guedes já apresentada no Matos inaugura a programação do Teatro Nacional S. João (TNSJ), no Porto; ‘Darwin e o Canto dos Canários Cegos’, de Murillo Dias César, encenado por Hélder Costa, regressa ao espaço Barraca-Cinearte e o brilhante ‘Hamelin’, de Juan Mayorga, numa criação colectiva dos Artistas Unidos, é reposto no Convento das Mónicas. Tudo a 7.
As estreias virão depois, com o nome de William Shakespeare a dominar a ‘rentrée’. João Mota estreia – a 13 – o mais celebrado dos textos shakespearianos, ‘Hamlet’, com Diogo Infante no papel do príncipe melancólico, e Emmanuel Demarcy-Mota volta ao Teatro Nacional D. Maria II (TNDM II) para apresentar – a partir de 20 – ‘Tanto Amor Desperdiçado’, comédia que será apresentada em versão bilingue (português e francês) e para a qual o poeta Nuno Júdice fez uma nova tradução. Trata-se da primeira co-produção entre o TNDM II e La Comédie de Reims e que estará em cena até 28 de Outubro, antes de cumprir carreira em França.
O terceiro Shakespeare é, também uma reposição: Nuno Cardoso leva ao Teatro Carlos Alberto, no Porto, um espectáculo estreado no D. Maria II de Lisboa e que deixou a crítica completamente dividida. ‘Ricardo II’ – que coloca a corte do século XIV num campo de futebol e os nobres a lutarem pela posse da coroa como se estivessem num jogo de raguebi – poderá ser apreciado pelo público da Invicta entre 31 de Outubro e 4 de Novembro.
PRÉMIO DRAMATURGIA
No campo da dramaturgia nacional, há dois projectos que se anunciam como potencialmente interessantes. A começar pela peça ‘A Minha Mulher’, com que o jovem dramaturgo José Maria Vieira Mendes venceu a primeira edição do prémio de dramaturgia António José da Silva e que estreará na Sala Estúdio do TNDM II a 19 de Setembro, sob a direcção de Solveig Nordlund.
O outro projecto, ‘Desobediência’, é assinado por Luiz Francisco Rebello, que reescreveu a história de Aristides de Sousa Mendes. O espectáculo será encenado por Rui Mendes e tem estreia marcada para 11 de Outubro no Teatro da Trindade. Rogério Vieira protagoniza.
OUTROS DESTAQUES
‘SWEENEY TODD’
João Lourenço retoma o desconcertante musical de Stephen Sondheim que encenou há uma dezena de anos e apresenta-o, no Teatro Aberto, a partir de 5 de Outubro.
‘STABAT MATER’
A peça de Antonio Tarantino que valeu a Maria João Luís o Prémio da Crítica para Melhor Actriz de 2006 andará em digressão até ao fim de Novembro. Porto, Coimbra, Rio de Janeiro e Viseu são as primeiras paragens.
‘O CEREJAL’
Rogério de Carvalho vai encenar uma das grandes peças da dramaturgia mundial: ‘O Cerejal’, de Tchekov, apresenta-se no Porto (Teatro Carlos Alberto), entre 4 e 21 de Outubro.
‘SENHORA D’
A partir de um texto de Hilda Hilst, Ana Varela e Carlos Martins vão apresentar no Teatro Viriato, em Viseu, ‘Senhora D’. Para ver a 7 e 8 de Dezembro.
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