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Correio da Manhã

Cultura
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Gulbenkian homenageia Vasco Graça Moura

O escritor Vasco Graça Moura vai ser homenageado sexta-feira, pela Fundação Calouste Gulbenkian, num colóquio, em Lisboa, no qual vão participar ensaístas, escritores e investigadores.

28 de Janeiro de 2014 às 19:29
Vasco Graça Moura vai ser homenageado num colóquio em que participam ensaístas, escritores e investigadores
Vasco Graça Moura vai ser homenageado num colóquio em que participam ensaístas, escritores e investigadores FOTO: Sérgio Lemos

O colóquio tem início previsto às 14h30, com a realização de dois painéis, antecedidos de intervenções do ensaísta Eduardo Lourenço, comissário da homenagem, e Artur Santos Silva, presidente da Fundação Gulbenkian.

No primeiro painel vão falar Nuno Júdice, Rui Lage, Luís Miguel Queirós e Eunice Ribeiro, e, no segundo, vão intervir Miguel Real, Maria Alzira Seixo, José Augusto Cardoso Bernardes e Rui Vieira Nery.

A sessão terminará com uma sessão de fados, por Ana Sofia Varela.

Vasco Graça Moura, desde janeiro de 2012 presidente da Fundação Centro Cultural de Belém, celebrou no ano passado 50 anos de vida literária dedicada ao romance, poesia, ensaio, crónicas, diários e traduções.

Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, chegou a exercer advocacia, foi Secretário de Estado em dois governos provisórios, esteve na administração da RTP, na Imprensa Nacional – Casa da Moeda e na Comissão para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.

Foi ainda comissário-geral de Portugal para a Exposição Universal de Sevilha (1988-1992) e diretor do Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura da Fundação Calouste Gulbenkian (1996-1999).

De 1999 a 2009, foi deputado ao Parlamento Europeu, integrando o Grupo do Partido Popular Europeu.

Entre as dezenas de obras contam-se, na poesia, a ‘Antologia dos Sessenta Anos’ (2002), no ensaio, ‘Camões e a Divina Proporção’ (1985), no romance, ‘Meu Amor, Era de Noite’ (2001), na tradução, ‘O Misantropo’, de Molière, ‘Sonetos’, de Shakespeare, que se juntam a títulos de Seamus Heaney, Hans Magnus Enzensberger, Gottfried Benn, Dante, Racine, Corneille, Petrarca, François Villon, entre outros.

Como tradutor tem sido distinguido com prémios internacionais, como o Prémio de Tradução 2007 do Ministério da Cultura de Itália. Em Portugal, entre outros, foi vencedor do Prémio Pessoa e o Prémio Vergílio Ferreira.

Também foi galardoado com a Ordem de Santiago da Espada e, no ano passado, foi distinguido com o Prémio Morgado de Mateus, criado para distinguir o conjunto da obra de um autor.

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