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Correio da Manhã

Cultura
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Harpista brasileira revela-se a Portugal

O músico e compositor Jorge Mautner já lhe chamou a ‘sereia’ da música brasileira. Cristina Braga, a harpista que tem demonstrado que o seu instrumento para além de solar com orquestras também tem alma brasileira e casa bem com samba, choro, bossa-nova e até rock, passou esta semana pela primeira vez por Portugal e revelou ao CM que também tem sangue português.
18 de Fevereiro de 2011 às 22:20
Cristina Braga é descendente de portugueses, como o seu nome de família indica
Cristina Braga é descendente de portugueses, como o seu nome de família indica FOTO: Tiago Sousa Dias

“Há muito tempo que eu queria vir aqui, até porque eu carrego o nome de uma cidade portuguesa de onde era originário o meu trisavó, que foi para o Brasil e fundou lá uma fábrica de café. A minha família ainda hoje conserva um laço muito grande de memórias e cultura dos nossos antepassados portugueses”, diz.

Depois de ter actuado na Casa da Música, no Porto e no Ondajazz, em Lisboa, onde apresentou o seu mais recente disco, ‘Feito Um Peixe’, Cristina Braga revelou ainda que é uma admiradora da música portuguesa, especialmente de Madredeus e Mariza, e que até chegou a conhecer Amália Rodrigues: “Foi um amigo comum que nos apresentou no Rio de Janeiro. Lembro-me de uma pessoa muito doce e muito simpática. Hoje, adoro fado”.

Com 12 discos gravados até ao momento, alguns lançados também no Japão e EUA, primeira harpista da Orquestra Sinfónica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Cristina Braga é um 'peixe raro' no imenso oceano que é a música brasileira, ou não fosse ela, muito provavelmente, a única harpista-cantora no Brasil.

“A minha mãe  diz que aos três anos eu já falava em tocar harpa porque dizia que queria ser um anjinho”, remata, entre risos. Fica a promessa de um regresso para breve.

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