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Correio da Manhã

Cultura
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HOLLYWOOD PROCURA NOVAS SOLTEIRONAS

Os patrões de Hollywood andam "loucos" à procura de solteironas... ou pelo menos de histórias que falem delas e este Verão compraram quase tudo o que havia para comprar em termos de direitos de autor, mesmo antes das novas novelas do género serem publicadas em livro e chegarem às livararias.
28 de Agosto de 2003 às 00:00
O Sexo e a Cidade: Elas lançaram a moda das Solteironas
O Sexo e a Cidade: Elas lançaram a moda das Solteironas FOTO: Nigel Parry / Reuters
Foi o que aconteceu por exemplo com a nova obra de Amanda Brown, a autora de "Legalmente Loira" que viu o seu mais recente trabalho, "Family Trust", ser "surrupiado" pela Accomplice Filmes meses antes de ser colocado à venda ao grande público. Mas não foi a única. Gigi Levangie o autor de "Lado a Lado" ("Stepmom" no seu título original) recebeu nada menos do que um milhão de euros pelo seu novo livro, "Man Eater" seis meses antes deste ser efectivamente publicado.
E os exemplos sucedem-se. A produtora Fox 2000, por exemplo, já garantiu os direitos daquela que se prevê que venha a ser a grande história de solteironas do próximo ano, "The Devil Wears Prada", enquanto a Miramax Films pagou uns singelos 500 mil euros por um tal de "Nanny Diaries" de Emma McLaughin e Nicola Kraus. Títulos para mais tarde recordar.
Desde que Helen Fielding escreveu "O Diário de Bridget Jones" em 2001 que a procura de histórias sobre mulheres solteiras, solitárias ou abandonadas, vinha sendo o alvo preferencial das grandes produtoras de Hollywood.
UMA RECEITA DE SUCESSO
Se alguém lançou a moda foram sem dúvida Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda, que é como quem diz, as quatro trintonas-pseudo-taradas-sexuais da série " O Sexo e a Cidade".
"Elas conseguiram dar voz e traduzir as necessidades da mulher moderna, nos seus desejos e frustrações", diz Wendy Fineman, autora de "The Devil Wears Prada" que, no entanto, faz questão de referir que não é nada fácil escrever um guião que fale sobre os sentimentos de uma mulher. "A comédia romântica é o mais difícil. Nem sempre se consegue encontrar uma história que seja engraçada, romântica e apelativa. Escrever um livro deste género requer mesmo algum tempo de investigação", remata.
Mas para que conste até há alguns factores que se podem ter em conta. Dizem os entendidos que o argumento ideal é o da mulher aí com os seus trinta anos que luta por um lugar numa grande cidade (Nova Iorque, Los Angeles ou Londres é o ideal) que trabalha numa empresa de publicidade ou moda (Media também serve) e que anseia por um grande romance.
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