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Correio da Manhã

Cultura
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HOMENAGEM EVOCA POETA ANTÓNIO ALEIXO

O poeta popular António Aleixo é hoje homenageado com uma série de iniciativas culturais, a realizar a partir das 22h00, no centro cultural da sua terra natal: Vila Real de Santo António.
14 de Novembro de 2003 às 00:00
Uma exposição e um café-teatro sobre a vida e a obra do poeta popular são os pontos altos do programa de comemorações, que assinala o aniversário da morte do poeta que, sendo popular, nem por isso deixou de convencer os mais eruditos.
LIÇÕES DE FILOSOFIA
António Aleixo nasceu a 18 de Fevereiro de 1899 na freguesia e concelho de Vila Real de Santo António, vindo a falecer a 16 de Novembro de 1949.
Operário, tecelão, polícia, cauteleiro e emigrante em França, foi ainda tocador de guitarra e cantor de fados, percorrendo e animando festas e arraiais, onde vendia as suas quadras. António Aleixo fez de tudo um pouco e morreu como viveu: de mãos vazias. Sobreviveu como pode, viveu como soube e disso deu conta no sem número de quadras soltas que lhe fixaram o nome como ele fixou a vida: "Eu não tenho vistas largas/ nem grande sabedoria/ mas dão-me as horas amargas/ lições de filosofia".
Doente do estômago, cedo abandonou a tecelagem, ofício mais recorrente, tendo passado os últimos dias de vida num sanatório. Nas tréguas da tuberculose, de que viria a falecer, passava cautelas e quadras.
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