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Correio da Manhã

Cultura
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Hotel do CCB tem luz verde para avançar

Miguel Leal Coelho diz que a instituição está de boa saúde financeira
17 de Janeiro de 2014 às 14:00
Miguel Leal Coelho é administrador do Centro Cultural de Belém
Miguel Leal Coelho é administrador do Centro Cultural de Belém FOTO: Bruno Colaço

Os terrenos afetos ao Centro Cultural de Belém (CCB), e onde, desde o início, estava prevista a construção de mais dois módulos – um dos quais destinado a um hotel – foram registados no final do ano passado, resultado de um acordo entre o Governo e a Câmara Municipal de Lisboa. O que significa que a construção do hotel – que ajudaria a rentabilizar o CCB – tem luz verde. Mas falta o principal.

“É um projeto para avançar, assim que haja investidores”, conta ao CM Miguel Leal Coelho, vogal da administração do CCB, que, acrescenta que, mesmo sem hotel, não há razões de queixa das contas da instituição.

“A saúde financeira do CCB é uma preocupação constante, mas em 20 anos de vida, estamos bem”, anuncia. “Não fazemos maratonas, mas corremos os dez mil metros, com força.”

E se, no ano passado, a instituição registou uma taxa de ocupação de 72% (contra os 75% de 2012), este ano, com o mesmo orçamento para programação (1,4 milhões de euros), o vogal diz esperar “os mesmos resultados, ou até melhores”. “O ideal seria chegar aos 100% de ocupação, mas sabemos que isso é impossível, portanto queremo-nos manter assim. Para além do dinheiro, há a imaginação...”

Rejeitando liminarmente o epíteto de “espaço de cultura para as tias”, Leal Coelho diz que, pelo contrário, estudos de público atribuem ao CCB grande variedade de públicos. “Isso satisfaz-nos muito, porque investimos numa programação diversificada, e queremos atrair toda a espécie de pessoas.”

Insistindo na ideia de que o CCB existe para “não para ganhar dinheiro, mas fazer serviço público”, Miguel Leal Coelho admite que a instituição começou a “antecipar a crise” em 2011, quando reduziu o preço dos bilhetes e o número espetáculos, cortando “em tudo o que fosse mais caro”, e implementou o sistema de assinaturas.

FALTAM DOIS MÓDULOS

O projeto original dos arquitetos Manuel Salgado e Vittorio Gregotti para o CCB previa a construção de mais dois módulos: um para o hotel; outro para um auditório (uma sala para aluguer).

150 MIL ESPECTADORES

Em 2013, o Centro Cultural de Belém recebeu a visita de 150 mil pessoas, para verem espetáculos de música, dança, teatro e outros. Leal Coelho espera número semelhante neste ano.

POUPANÇA EFETIVA

Em 2006, a então Festa da Música custou 1,3 milhões de euros – quase o orçamento total da programação atual do CCB. Daí a transição para os Dias da Música, formato mais modesto.

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