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Correio da Manhã

Cultura
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Idles: o punk rock está de boa saúde e recomenda-se

Quinteto britânico mostrou esta terça-feira, no Lisboa ao Vivo, porque são um dos porta-estandartes do rock n’ roll.
Pedro Rodrigues Santos 28 de Novembro de 2018 às 16:58
Idles
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Têm feitos estragos um pouco por todo o lado onde têm atuado desde que editaram ‘Joy as an Act of Resistance’, e a passagem dos Idles pelo Lisboa ao Vivo, esta terça-feira, não fugiu à regra.

O segundo disco da carreira do quinteto britânico, lançado em agosto deste ano e elogiado por quase toda a imprensa musical do Velho Continente, serviu de mote a um concerto fora do comum. Em cima do palco, fizeram tudo para lançarem o caos pela audiência, e poucas vezes falharam nesse objetivo.

Ao som de canções como ‘Colossus’, que abriu as hostilidades, ‘I’m Scum’ ou a extremosa ‘Love Song’, o grupo mostrou porque razão é um dos projetos mais valiosos do rock n’ roll. Apoiados nas letras inteligentes que revestem as suas canções, o vocalista Joe Talbot e os seus companheiros mostraram ao longo de hora e meia um repertório que também não esqueceu o primeiro disco ‘Brutalism’.

O título do álbum quase que podia aplicar-se ao concerto. Brutal é uma palavra demasiado terna para o que estava a passar-se em cima do palco e no meio do público. E, se a confusão não bastasse, porque não convidar as fãs femininas mais afoitas a participarem na festa.

De repente, os membros dos Idles quase que se deixaram de ver tal era a quantidade de raparigas aos saltos em cima do palco. A uma delas foi-lhe dado o prazer de brincar com as cordas da guitarra que Mark Bowen lhe colocou a tiracolo. Já outra "roubou" as baquetes das mãos de Jon Beavis para o substituir na bateria.

A confusão ainda estava acesa quando, um a um, os membros dos Idles foram saindo do palco. O concerto tinha terminado, mas nem Bowen nem Beavis pareciam querer abandonar o cenário. Só as luzes acesas da sala é que, por fim, deram por terminada a noite. Deixaram saudades…

Mark Bowen Act of Resistance Joy Idles Lisboa
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