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Correio da Manhã

Cultura
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JÁ CÁ CANTAM 30

Rita Ribeiro tinha prometido uma noite de confraternização com os amigos e o seu público cúmplice e foi exactamente o que aconteceu esta quinta-feira à noite no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, na festa de comemoração dos seus 30 anos de carreira.
26 de Abril de 2003 às 00:00
Vestida de branco, recebendo os seus “convidados” com beijos e abraços e dirigindo-se aos espectadores de forma carinhosa, a artista esteve em palco como se na própria casa e mostrou que – mais do que conquistar-nos como cantora – consegue impor em cena a sua presença simpática e cativante.
Sob a direcção de Tiago Torres da Silva, o espectáculo doseou bem a entrada em cena dos artistas convidados. Embora nem Jorge Palma nem José Cid tivessem podido estar presentes, não faltaram à festa, por esta ordem, Maria Viana, Adelaide Ferreira, Fernando Girão, Alice Pires, Pilar Homem de Melo e Hugo Rendas, actual companheiro da actriz/cantora.
para todos os gostos
Cada um deu um “arzinho de sua graça” ao concerto e o resultado foi um espectáculo variado, com música para todos os gostos. Pelo menos na primeira parte, em que Rita interpretou sobretudo os temas que compõem o seu mais recente trabalho discográfico, “Deixo-me ir atrás do Fado”.
Na segunda parte – já vestida de vermelho – cantou uma miscelânea de temas famosos do teatro musicado. Canções que popularizou em espectáculos inesquecíveis como “What Happened to Magadalena Iglesias” ou “Passa por mim no Rossio”.
Para delírio do público, Rita não se esqueceu sequer de homenagear a grande Amália Rodrigues, cantando refrões de alguns dos seus fados mais divertidos. O Coliseu inteiro entoou: “Ó comadre Marinela, seu garoto está melhor...”, “ó careca, ó careca, tira a bóina...” ou “lá em cima está o tiro-liro-liro, cá em baixo está o tiro-liro-ló...”
‘show’ baião
Mas enquanto Rita fazia a festa no palco, na plateia o público estava deliciado com João Baião, que se divertiu como um doido no concerto.
Na altura em que Fernando Girão pediu a participação dos presentes na sua (brilhante) intervenção musical, Baião cantava a plenos pulmões e as pessoas riam de mãos na barriga.
O espectáculo terminava, assim, da melhor maneira, com muito boa disposição. “Já cá cantam 30”, dizia Rita Ribeiro. E a mãe, a também actriz Maria José, não cabia em si de satisfeita. “Meu Deus, nem dei pela passagem dos anos...”
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