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Correio da Manhã

Cultura
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JAZZ DE GRANDE NÍVEL NA FIGUEIRA

O Centro de Espectáculos e Arte da Figueira da Foz acolheu, sexta-feira e sábado à noite, o Festival de Jazz da Figueira, num total de quatro concertos: dois de jovens músicos portugueses e dois de norte-americanos com os nomes escritos na história do jazz.
7 de Setembro de 2004 às 00:00
No primeiro dia, Charles Lloyd deixou a marca inconfundível do seu estilo cheio de espiritualidade e de uma técnica e energia surpreendentes para a sua idade. Os sons saídos do seu saxofone e da flauta foram sempre secundados pela magia rítmica do baterista Eric Harland, numa cumplicidade espantosa. Geri Allen (piano) e Ruben Rodgers (baixo) estiveram também em grande nível.
O trio de Filipe Melo abriu a noite, com o seu estilo dos anos 40/50: interpretação de ‘standards’ em piano, guitarra e bateria. A decisão de tocarem sem amplificação tirou-lhes a dinâmica e o som parecia morto numa sala tão grande.
IMPROVISAÇÃO
Sentado numa cadeira porque a idade e a saúde já não lhe permitem tocar de pé, Frank Morgan foi a estrela da segunda noite, debitando no seu saxofone alto músicas de muitas épocas e compositores, desde o seu pianista, George Cables, até Stevie Wonder, passando por Ellington, Monk, Parker e Miles Davis.
A bela sonoridade do dourado saxofone e as suas características de músico de bebop, ainda contemporâneo de Parker e seu seguidor, destacaram-se num concerto em que Cables (piano), Curtis Lundy (contrabaixo) e Billy Hart (bateria) complementaram toda a riqueza improvisadora de Morgan.
Antes, o quinteto de Rodrigo Gonçalves interpretou, com grande dinâmica e qualidade, temas do CD ‘Tribology’, num concerto que esteve à altura do que se seguiu.
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