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Correio da Manhã

Cultura
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Jazz português em grande

Quando todas as atenções estavam viradas para a cantora Barbara Hendricks, como cabeça de cartaz e a encerrar o evento, eis que aparece a surpresa de um concerto sublime na abertura do Festival Matosinhos Jazz: o quarteto do saxofonista Carlos Martins com Bernardo Sassetti no piano, Paco Charlín no contrabaixo e Marco Miralta na bateria.
24 de Maio de 2005 às 00:00
Quinta-feira à noite, tocando originais de rara beleza compostos por Martins e Sassetti, o quarteto encantou a audiência, que, aliás, esgotou o Grande Auditório da Exponor durante os três dias de realização do certame.
Afastado do jazz há alguns anos, em boa hora Martins resolveu voltar, trazendo uma bela sonoridade e fraseado luminoso. Quanto a Sassetti, esteve inventivo e impressionista. Aliás, a inspiração de todos resultou no melhor espectáculo do festival.
Nessa mesma noite, o vibrafonista Gary Burton e o seu grupo Generations, onde pontifica o fenómeno da guitarra Julian Lage, produziu um trabalho acessível e de grande qualidade técnica.
A MAGIA DE HENDRICKS
Sexta-feira, os blues foram donos do Auditório da Exponor. A banda portuguesa Johnny Blues abriu o caminho para o lendário Lonnie Brooks tocar e cantar até à uma da manhã com um repertório baseado em temas de sua autoria. O habitual ‘sketch’ de passear entre o público cumprimentando-o foi cumprido com muito agrado.
A encerrar o festival, Barbara Hendricks trouxe a magia da sua voz. A soprano dos ‘lieds’ clássicos interpretou Duke Ellington e Gershwin de forma admirável, impecavelmente acompanhada pelo quarteto sueco de Marcus Lundgren.
A edição 2005 do Matosinhos Jazz acabou com um ‘Summertime’ maravilhoso cantado já em tempo de ‘encore’.
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