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Correio da Manhã

Cultura
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João Didelet: "Os cornudos sempre deram vontade de rir"

Ator encena ‘Ding Dong’, uma farsa sobre o casamento, já em cena no Armando Cortez, em Lisboa.
Ana Maria Ribeiro 28 de Outubro de 2019 às 08:55
João Didelet e Núria Madruga numa cena da peça ‘Ding Dong’, já em cena no Teatro Armando Cortez, em Lisboa
João Didelet e Núria Madruga numa cena da peça ‘Ding Dong’, já em cena no Teatro Armando Cortez, em Lisboa FOTO: Ricardo Ruella
O tema dos maridos enganados é tratado no teatro desde a Idade Média. "Molière escreveu amplamente sobre isso e até Shakespeare abordou o assunto: os cornudos sempre deram vontade de rir", afirma João Didelet, que está a apresentar, no Teatro Armando Cortez, em Lisboa, ‘Ding Dong’.

Em palco, ele próprio dá corpo a Bernardo, um homem que descobre que a mulher o trai e decide urdir um plano engenhoso para vingar os seus ciúmes. O texto é de Marc Camoletti (1923-2003), o autor de ‘Boeing Boeing’, que tanto sucesso obteve junto do público.

"O Paulo [Sousa Costa] tinha este projeto há algum tempo e desta vez entregou-me a encenação e ficou ele com a produção", adianta João Didelet, que conta em palco com a presença dos atores Andreia Dinis, Melânia Gomes, Núria Madruga, Sofia Baessa e Gonçalo Diniz.

"Escolhemos os atores certos para cada papel: intérpretes que podiam construir personagens com alguma densidade e que têm bons tempos de comédia", diz o encenador, que vai estar com o espetáculo em cena em Lisboa até ao fim do ano e depois já tem datas agendadas para digressão.

"Gostaríamos de voltar a Lisboa em 2020, e ficar no Armando Cortez às quartas e quintas-feiras", conta ainda. "Acho que este é um daqueles projetos que, a avaliar pelas primeiras apresentações ao público, vai pegar – como pegou o ‘Boeing Boeing’ – e fazer uma longa carreira."

Os bilhetes para assistir a ‘Ding Dong’ custam entre os 16 e os 19 euros.
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