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João Mota faz Feydeau em versão café-teatro

‘A Sogra de Luís XIV’ coloca em cena um casal que não se entende e só fala aos gritos.

29 de setembro de 2024 às 01:30

Não é a primeira vez que João Mota leva à cena uma peça de Georges Feydeau (1862-1921), mas esta tem que se lhe diga: está em versão café-teatro e pode ser usufruída, no Bar da Comuna, em Lisboa, ao mesmo tempo que se bebe um copo, se toma um café ou se come uma fatia de bolo. Em palco, uma farsa cómico-dramática sobre o casamento. O marido (Hugo Franco) chega a casa tarde; a mulher (Maria Ana Filipe) chateia-se com ele; a criada (Maria D’Aires) anda num virote a tentar responder aos pedidos do casal. Eis senão quando entra o “criado da mamã” (Miguel Sermão), que vem anunciar a morte da sogra. É o fim do mundo.

O encenador, que vai manter ‘A Sogra de Luís XIV’ em cena até dia 19 de outubro – lembra que “brincando, Feydeau trata do essencial”, e sublinha a forma como o autor consegue, a partir do seu século, falar de “um mundo atual” onde “homens e mulheres não se conseguem entender”, onde “falta socialização” e deixámos de nos ouvir uns aos outros.

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