João Moura Caetano triunfa em Sevilha

Um feliz e sério debute na Real Maestranza de Sevilha marca o ingresso de João Moura Caetano na alta roda do toureio.
18.04.05
Momentos magníficos de toureio fizeram vibrar os aficionados que esgotaram a Maestranza. O grande responsável pela actuação mais séria e conseguida da matinal de rejoneio chamou-se toureio à portuguesa, com ‘ares de escola’, autêntico bailado a cavalo, as justas distâncias para provocar a investida do toiro e cravar como mandam as regras. O autor: João Moura Caetano.
Dois ferros curtos, com cites em ‘passage’, vistosos e a acometida do toiro a ser dominada na espádua do cavalo, foram do melhor que se pôde ver nesta corrida, com o cavaleiro a ver o seu labor justamente premiado com o corte de uma orelha.
João Moura Caetano fechou com chave de ouro esta corrida, honrando os seus ilustres apelidos e Portugal. Andy Cartagena saiu em ombros pela Porta do Princípe. Uma actuação movimentada, sem grande verdade mas com espectáculo e, apesar da morte defeituosa do toiro, o público e o presidente outorgaram-lhe duas orelhas.
Diego Ventura esteve em bom plano com ferros em sortes frontais e um bom par de bandarilhas a encerrar a lide, vindo a matar bem e a passear uma orelha como prémio.
José Luis Cañaveral teve também pormenores interessante na brega cuidada com que levou o toiro e o preparou para as sortes. Deu volta.
Fermín Bohórquez abriu praça e teve uma actuação de menos a mais, culminando com um par de bandarilhas.
António Domecq também se luziu na ferragem curta e na brega que desenvolveu. Teve petição de orelha e deu volta.
Os toiros de Fermin Bohórquez, bem apresentados, cumpriram no geral, à excepção do terceiro que foi manso e cedo buscou refúgio em tábuas.

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