Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
4

Joaquim Benite: “A obra-prima dele são os espectadores”

A obra-prima que o encenador Joaquim Benite deixa, em 40 anos de carreira, são os espectadores, disse nesta quarta-feira ter à agência Lusa o director dos Artistas Unidos, Jorge Silva Melo.
5 de Dezembro de 2012 às 14:33
O corpo de Joaquim Benite vai estar a partir das 18h00 em câmara ardente na capela de Santa Joana Princesa, em Lisboa
O corpo de Joaquim Benite vai estar a partir das 18h00 em câmara ardente na capela de Santa Joana Princesa, em Lisboa FOTO: Jorge Paula

Joaquim Benite morreu esta madrugada aos 69 anos, deixando um legado cultural que ficará associado sempre ao Teatro de Almada.

"Eu conheço o Joaquim Benite desde que era jornalista, andámos juntos nos cafés de Lisboa na boémia da oposição jornalística. Ele detestava o teatro que se fazia na altura", recordou Jorge Silva Melo.

O encenador recorda o tempo em que Joaquim Benite confundiu o Teatro de Campolide, "muito apoiado pelos jovens comunistas", e o momento em que se mudou para Almada, onde reactivou "o velho teatro municipal".

"Eu acho que a obra-prima do Joaquim Benite são os seus espectadores, gente calorosa e atenciosa, que se percebe que vai aos espectáculos porque gosta. É a grande herança dele, um teatro que chegou a todos", sintetizou Jorge Silva Melo.

Para o director da companhia Artistas Unidos, o trabalho de Joaquim Benite reflecte-se também na cidade onde escolheu trabalhar: "A quantidade de grupos amadores que há em Almada deve-se ao trabalho permanente dele. E graças à maravilhosa presidente da câmara".

O corpo de Joaquim Benite vai estar a partir das 18h00 em câmara ardente na capela de Santa Joana Princesa, em Lisboa.

O funeral realiza-se às 14h45 de quinta-feira para o cemitério do Alto de São João, também na capital.

joaquim benite jorge silva melo óbito morte artistas unidos teatro
Ver comentários