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Correio da Manhã

Cultura
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Jóias com histórias

Um bracelete de cristal de rocha, platina e diamantes desenhado para a actriz norte-americana Gloria Swanson, dois colares em forma de serpente e crocodilo criados para a actriz mexicana María Félix e um colar drapeado em ouro amarelo, ametistas e turquesas, desenhado para a Duquesa de Windsor, são apenas quatro peças emblemáticas do famoso joalheiro francês Cartier que vão poder ser apreciadas na exposição a inaugurar a 15 de Fevereiro de 2007, no Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
13 de Dezembro de 2006 às 00:00
A mostra ‘Cartier 1899-1949. O Percurso de um Estilo’ reúne um conjunto excepcional de 230 jóias, relógios e objectos da Colecção Cartier assim como apresenta algumas das obras adquiridas pelo coleccionador Calouste Gulbenkian, nas décadas de 1910 e 1920. Estas criações, ao estilo Art Déco, permanecem habitualmente nas reservas do museu lisboeta.
JÓIAS DO SÉC. XX
Com mais de 1300 peças representativas da evolução do estilo e das técnicas iniciados por Louis-François Cartier, a Colecção Cartier testemunha diferentes épocas e evoca a história da criação da joalharia através da memória da célebre casa.
De sumptuosos adereços de jóias a uma rara colecção de diademas, passando pelos modelos de relógios clássicos ou de mesa, este acervo inclui ainda objectos e acessórios práticos e inéditos, como um ‘nécessaire’ de senhora, artigos para escrever ou caixas para cigarros.
Estas peças foram adquiridas por Cartier a particulares ou em leilões, tendo pertencido a personalidades públicas ou privadas, pelo que possuem história própria. Além de rainhas, também as estrelas de cinema de Hollywood se deixaram fascinar pela beleza destas jóias únicas, que simbolizaram ainda poder e distinção.
Esta exposição, integrada nas comemorações do 50.º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian e organizada em colaboração com a editora Skira, já esteve nos mais prestigiados museus do Mundo, entre os quais o Ermitage (São Petersburgo, Rússia), o British Museum (Londres, Reino Unido), no Metropolitan Museum of Art (Nova Iorque, EUA) e no de Xangai (China), entre outros.
UMA DINASTIA DE JOALHEIROS PRESTIGIADOS
A Casa Cartier começa quando, em 1847, Louis-François Cartier (1819-1904) sucede ao mestre Adolphe Picard, do qual retoma o atelier de joalharia sito na 29 rue Montorgueil, em Paris. Em 1853, o atelier
é transferido para a 5 rue Neuve des Petits Champs e aberto à clientela privada. Graças à protecção da princesa Mathilde, prima do Imperador e sobrinha de Napoleão I, o negócio de Cartier prospera.
Louis-François ensina o ofício ao filho Alfred (1841-1925) que, por sua vez, se associa ao filho mais velho Louis. A partir de 1899, Alfred confia aos três filhos o futuro internacional da Casa Cartier e impõe-se como o mais prestigiado joalheiro do Mundo. O príncipe de Gales, futuro Eduardo VII, exprime tal consagração ao proclamá-lo “joalheiro dos reis, rei dos joalheiros” e, aquando da sua coroação em 1902, encomendou-lhe 26 diademas. As cortes europeias conferem-lhe a patente de fornecedor oficial e conquista clientes do mundo da finança e da indústria dos EUA. Além de relógios de pulso e de mesa, comercializa lenços de seda, canetas, acessórios e perfumes.
CURIOSIDADES
COLECÇÃO
A Colecção Cartier integra mais de 1300 peças representativas da evolução do estilo e das técnicas iniciadas por Louis-François Cartier. Além de jóias, inclui relógios, acessórios, caixas para cigarro e artigos para escrever.
PERSONALIDADES
Além de rainhas, também as estrelas de Hollywood ficaram fascinadas com a beleza e o estilo destas autênticas obras de arte.
ITINERÂNCIA
A exposição chega a Lisboa depois de ter sido apresentada nos mais prestigiados museus do Mundo, da Rússia aos EUA.
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