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Correio da Manhã

Cultura
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Jorge Silva Melo é o melhor do ano

Politicamente incorrecto, como sempre, o encenador Jorge Silva Melo recebeu ontem o prémio de teatro 2009 da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (APCT) e aproveitou o ensejo para criticar... os críticos.
16 de Março de 2010 às 00:30
Jorge Silva Melo, em pé ao centro, junto dos membros do júri da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro
Jorge Silva Melo, em pé ao centro, junto dos membros do júri da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro FOTO: Mariline Alves

Pedindo que se crie rapidamente um código deontológico para a actividade crítica, que se "acabe com as estrelinhas" (para classificar os espectáculos de teatro) e que se deixem de escrever "erros factuais", o também director dos Artistas Unidos disse que não gosta de prémios – porque em teatro "não deve haver competição" – e manifestou-se preocupado com o facto de a crítica parecer estar em vias de extinção.

"Vivemos uma situação grave de asfixia crítica, para usar o vocabulário que está na moda", disse. "É urgente trabalharmos todos para que a crítica volte a ser importante porque não existe teatro sem dialéctica, sem argumentação. Não podemos prescindir do debate", concluiu, ele que foi considerado o melhor de 2009 pelos espectáculos ‘Esta Noite Improvisa-se e ‘Seis Personagens à Procura de Autor’, ambos de Luigi Pirandello.

Numa cerimónia emotiva, que teve lugar no Teatro São Luiz, em Lisboa, a APCT atribuiu ainda duas Menções Especiais. Uma à Casa Conveniente de Mónica Calle, outra ao figurinista Bernardo Monteiro (por ‘Tambores na Noite’ e ‘Breve Sumário da História de Deus’).

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