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Correio da Manhã

Cultura
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Julio Iglesias: “Hoje sou português”

A bandeira de Espanha subiu mesmo ao palco, graças a um persistente grupo de fãs espanhóis que (quase) arruinava a festa dos fãs portugueses que pagaram 120 euros para ver, na primeira fila, o último concerto de Julio Iglesias em Lisboa, a 28 de Maio, no Pavilhão Atlântico. Os assobios e apupos não se fizeram esperar, mas o cantor – que voltou a mostrar que, no palco, é mesmo ele quem manda – abraçou a bandeira e devolveu-a aos fãs, que não parávam de gritar: “Julio, te quiero”.
30 de Maio de 2011 às 00:30
Julio Iglesias voltou a mostrar que é o dono incontestado do palco
Julio Iglesias voltou a mostrar que é o dono incontestado do palco FOTO: Bruno Colaço

Não foram, de resto, os únicos: a noite foi pródiga em gritaria, com homens - mas sobretudo mulheres - a atirar frases carinhosas para o palco, perante o sorriso complacente do cantor. 

Com um concerto muito bem preparado, em que até as intervenções faladas pareciam cronometradas - de três em três canções, Julio Iglesias dirigia-se aos espectadores -  o espectáculo revelou um artista que, mercê da idade, perdeu alguma força na voz (sobretudo nas notas agudas), mas nem um pouco de alma.

 

E, por se tratar de um concerto de despedida, Iglesias fez mesmo algo de inédito: chamou dois dos seus filhos mais novos - Miguel (de 14 anos) e Rodrigo (de 12) - ao palco, para os apresentar aos portugueses.

 

"É a primeira vez que a mãe deles me deixa fazer isto", comentou, com o sorriso malandro que lhe é característico.

 

De resto, Aos 67 anos, o cantor mantém o charme e os tiques que o tornaram famoso: quando canta, lança a cabeça para trás, fecha os olhos, a mão estrategicamente colocada no peito para revelar emoção.

 

E foi o que não faltou à noite de 28 de Maio. Para além de um conjunto de canções muito conhecidas de todos - a lembrar outros tempos - o cantor ganhou completamente a noite também pela forma afectuosa como tratou os espectadores.

"Para mim, estar em Portugal é como estar em casa", disse, praticamente no início do concerto. "E depois de cá cantar há 40 anos, sinto-me como se fosse português. Sou espanhol, mas também do país onde canto - e hoje, sou português!", rematou, para entusiasmo daqueles que encheram por completo o Pavilhão Atlântico e que não quiseram deixar de dizer: "Adeus Julio".

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