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Correio da Manhã

Cultura
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LEGIÃO BRITÂNICA INVADE HALL OF FAME

Os grupos Police, Clash, Elvis Costello & the Attractions, Righteous Brothers e AC/DC foram os mais sonantes artistas a inscreverem o seu nome no prestigiado Rock and Roll Hall of Fame. A cerimónia teve lugar na passada segunda-feira, em Nova Iorque, e o ponto alto foi a reunião dos Police, o que não acontecia desde há 18 anos.
12 de Março de 2003 às 00:00
O brado da noite, contudo, coube aos australianos AC/DC, que ficarão para a história como o grupo mais barulhento de sempre a tocar na cerimónia. Numa noite particularmente concorrida, à qual não faltaram artistas como Elton John, Gwen Stefani (No Doubt), The Edge (U2) e Tom Morello (Audioslave), não deixou de ser particularmente notado o destaque conseguido por músicos britânicos.

Com efeito, três dos mais importantes artistas inscritos no Rock and Roll Hall Of Fame são britânicos: Police, Clash e Elvis Costello. Um facto que Elton John fez questão de sublinhar: “Esta é uma boa noite para Inglaterra, porque três dos mais importantes grupos dos últimos 30 anos vêm de lá”, lançou.

'REUNIÃO POLICIAL'

As atenções, porém, estavam concentradas nos Police, que há quase duas décadas não actuavam juntos. Sting, o ex-líder do trio, ainda brincou com a situação e com os problemas de ego que ditaram o final do grupo, ao afirmar que pretendia tocar o primeiro êxito da banda (“Roxanne”) e o último (“Every Breath You Take”), mas o baterista Stewart Copeland alegou que não se lembrava bem das canções. Em jeito de compensação, interpretaram “Message in a Bottle”.

Em destaque estiveram também os sobreviventes dos Clash. O trio (depois da morte, em Dezembro último de Joe Strummer) foi saudado por The Edge e Tom Morello, tendo o primeiro confessado que a canção “Sunday Bloody Sunday” nunca teria sido escrita se não fossem os Clash.

Na hora da distinção, o guitarrista Mick Jones disse aceitar a distinção “em nome de todas as bandas de garagem que nunca sonharam ser possível um momento como este”.

Mais arrepiante foi a prestação dos AC/DC, que arrasaram com um concerto curto (só dois temas) mas tremendamente “noisy”. Os elogios à banda australiana chegaram pela voz de Steven Tyler (Aerosmith), que se juntou ao grupo para interpretar “You Shook Me All Night Long”.

Além da legião britânica, a cerimónia ficou ainda marcada pela inscrição, a título póstumo, dos músicos Benny Benjamim, Floyd Cramer e Steve Douglas.
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