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Correio da Manhã

Cultura
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Lição de toureio

A primeira corrida da Feira de Março de Olivença, no sábado, ficará marcada na memória dos aficionados pela extraordinária lição de toureio do ‘maestro’ José Maria Manzanares ao primeiro toiro da corrida, pela reaparição de Morante de la Puebla, e pelo excelente comportamento do toiro sobrero.
7 de Março de 2005 às 00:00
José Mari Manzanares (pai) lanceou de forma primorosa o que abriu praça, com umas verónicas de belo traço, majestoso a manusear o percal, para rematar com meia de cartel de toiros. E a faena de muleta teve uns quantos momentos de verdadeiro êxtase, de entrega total, em naturais de inimaginável largura e profundidade. Apenas faltou sorte na consumação da sorte suprema, a de matar.
No seu segundo, voltou a mostrar toda a sua ‘maestria’ quer com o capote quer com a muleta, acariciando as investidas e prolongando-as muito para além do que a escassa força do toiro lhe permitiria.
José António ‘Morante de la Puebla’ foi recebido carinhosamente pelo público que lhe tributou forte ovação. Na primeira lide esteve muito bem com o capote, com alguns momentos álgidos ao lancear à verónica com as mãos baixas e no remate com uma meia verónica plena de arte.
No segundo, sem forças e escassa casta, prolongou demasiado a faena de muleta que, ante as dificuldades do toiro, nada podia ter de relevante. Matou bem e foi ovacionado.
Manzanares filho viu o seu primeiro ser devolvido por inválido e tocou-lhe lidar um extraordinário sobrero de Zalduendo. Encastado, codicioso e com recorrido, foi um toiro que esteve sempre por cima do toureiro que não teve arte e engenho para se lhe impor verdadeiramente.
No que encerrou praça, também escasso de força, apenas conseguiu duas tandas de derechazos e outras tantas de naturais mas sem continuidade e ligação, porque o toiro não o permitia. Matou de pinchazo e estocada.
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