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Correio da Manhã

Cultura
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LISBOA HOMENAGEIA DRUMMOND DE ANDRADE

O centenário do nascimento do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade é hoje comemorado em Lisboa através de uma conferência, de um concerto, de uma leitura de poemas e de uma exposição bibliográfica.
28 de Outubro de 2002 às 00:29
Com o título “E agora, Drummond” – uma alusão ao poema “E agora, José?” –, a jornada comemorativa é organizada pelo Instituto de Cultura Brasileira da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), com o apoio da Embaixada do Brasil em Portugal.

Vânia Chaves, directora daquele instituto, referiu que, pela primeira vez, se realiza em Portugal uma jornada em homenagem ao poeta brasileiro, sendo também inédita em Lisboa a organização de um evento dedicado “única e a exclusivamente” à literatura e cultura brasileiras.

Esta jornada visa igualmente homenagear em Portugal “um dos maiores poetas do século XX” e dá seguimento à iniciativa lançada pelo presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, que dedicou o ano de 2002 a Carlos Drummond de Andrade, realçou a docente.

A pedra

Dirigido essencialmente a alunos e professores das várias universidades portugueses, o evento tem como símbolo uma pedra, numa referência ao poema “No meio do caminho”, que causou “o maior escândalo no modernismo brasileiro devido ao uso do verbo ter em lugar de haver”, explicou Vânia Chaves.

Fotografias, livros, poemas e CD, com as várias composições feitas pelo poeta, compõem a exposição bibliográfica patente até 8 de Novembro na Faculdade de Letras.

A festa inicia-se hoje de manhã com a leitura de poemas. “No meio do Caminho”, “E agora, José?” e “Sentimento do Mundo” são alguns poemas a ser lidos pelos membros do grupo de teatro da FLUL e pelos alunos do curso de mestrado de Literatura brasileira.

As conferências, com a participação de docentes universitários portugueses e brasileiros, são o ponto alto desta jornada comemorativa, concluiu Vânia Chaves.
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