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Correio da Manhã

Cultura
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Livro desvenda mentiras de Fellini

Fellini nunca quis ser realizador de cinema e costumava inventar histórias de sedução sobre a sua pessoa só para que falassem dele. Eis algumas das ‘bombas’ lançadas pelo livro ‘Federico Fellini: Vida e Obra’, que o crítico italiano Tullio Kezich, do ‘Corriere della Sera’, acaba de lançar em Itália e cujo conteúdo a Reuters divulgou.
25 de Abril de 2006 às 00:00
Federico Fellini é um dos grandes da história do cinema
Federico Fellini é um dos grandes da história do cinema FOTO: Cendamo/Grazia Neri
Uma das ‘mentiras’ inventadas pelo cineasta – e que circulou pelos meios cinematográficos – foi a de que a actriz Anita Ekberg, que protagonizou o inesquecível ‘La Dolce Vita’, em 1960, se deitou nua na cama, “disposta a tudo”, assim que chegou ao ‘plateau’ do filme. A verdade, porém, é bem diferente. A beldade sueca nem sequer queria entrar no filme e só aceitou o papel porque os seus agentes a pressionaram.
Kezich, que conheceu Fellini durante a edição de 1952 do Festival de Cinema de Veneza, continuou em contacto com o cineasta até à morte deste, em 1993. Segundo o crítico, Fellini nunca quis ser realizador e acabou na profissão quase por ‘acidente’: na sequência do despedimento de um realizador, os produtores pediram-lhe para assumir o controlo do barco.
Na altura, já ganhava a vida como argumentista, mas parece que gostou da experiência. Sobretudo porque o cinema lhe permitia toda a espécie de contactos sociais e furtar-se às obrigações familiares, que odiava...
UM DOS MAIORES DE SEMPRE
Considerado um dos maiores cineastas de sempre, Federico Fellini nasceu em 1920, em Rimini, na Itália, e começou a trabalhar como cartoonista em Florença, na revista de humor ‘Marc Aurelio’.
Para ganhar mais dinheiro, dedicou-se a escrever ‘sketches’ de humor para actores e comediantes e daí até aos argumentos de cinema foi um pequeno passo, escrevendo para cineastas como Rossellini ou Alberto Lattuada.
Aliás, foi com este último que passou para trás das câmaras, dirigindo, depois do afastamento de Lattuada, ‘Luci del Varietà’ (1950), o seu primeiro filme. Nos 40 anos que se seguiram, deixaria para a posteridade obras tão importantes como ‘La Strada’ (1954), ‘Satyricon’ (69), ‘Amarcord’ (73) ou ‘Ginger e Fred’ (86).
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