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Correio da Manhã

Cultura

Luiz Pacheco cremado ontem

O escritor português Luiz Pacheco, que faleceu no sábado aos 82 anos, foi cremado ao fim da tarde de ontem, perante uma vasta assistência – e muitas flores – no Cemitério do Alto de São João em Lisboa.
9 de Janeiro de 2008 às 00:00
Várias dezenas de pessoas, entre elas alguns intelectuais da cultura portuguesa, fizeram questão de se despedir de um autor de poucos livros mas de palavras marcantes e inesquecíveis, que deixa para a posteridade uma obra que o próprio classificou de ‘neo-abjeccionista’.
O autor de ‘Comunidade’ – por muitos considerado a sua obra-prima, em que deu conta das dificuldades da vida de um escritor livre e zeloso da sua independência – deixa oito filhos de várias mulheres e uma obra única.
Nos últimos anos, afligido com alguns problemas de saúde, nomeadamente cataratas, que o impediam de escrever, Luiz Pacheco tinha passado por vários lares da terceira idade, acabando por vir a falecer no Montijo. Apagou-se, assim, uma voz única no panorama literário português.
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