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Correio da Manhã

Cultura
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Luto por rainha do amor

"As suas obras e filmes serão desfrutados por várias gerações." As palavras são de Michael Bloomberg, ‘mayor’ de Nova Iorque, mas soam a universais para falar do legado de Nora Ephron no cinema. A argumentista de ‘Um Amor Inevitável’ faleceu anteontem, vítima de leucemia, em Nova Iorque.

28 de Junho de 2012 às 01:00
Nora Ephron ficou conhecida pelas suas personagens femininas
Nora Ephron ficou conhecida pelas suas personagens femininas FOTO: Lucas Jacson/Reuters

Aos 71 anos, Ephron parte, mas deixa o baú da Sétima Arte recheado de personagens femininas fortes e arrebatadoras, como a dupla de ‘Julie & Julia' (2009), o seu derradeiro filme, com Amy Adams e Meryl Streep.

Para a memória futura fica também a cena inesquecível de Meg Ryan a simular um orgasmo... à mesa de um restaurante, perante o espanto de Billy Crystal em ‘Um Amor Inevitável' (1989). Ephron escreveu - Rob Reiner realizou - e, pelo argumento, foi nomeada para o Óscar. Repetiria o feito em ‘Sintonia do Amor' (1993), filme que não só assinou como também dirigiu, com Meg Ryan e Tom Hanks. A dupla de actores voltaria a juntá-la em ‘Você Tem uma Mensagem' (1998), mais um êxito de bilheteira.

Apesar disso, Nora Ephron foi nomeada para dois Razzie (que elegem o pior do cinema), pela realização e argumento de ‘Casei com uma Feiticeira' (2005).

Ídolo de uma legião de fãs de comédias românticas, que a apelidavam de rainha do género, foi no jornalismo que começou a carreira. E foi com o famoso repórter Carl Bernstein - do caso Watergate, que resultaria na renúncia do presidente Richard Nixon, em 1974 -, que teve dois filhos. Casada, pela terceira vez, com o argumentista Nicholas Pileggi (‘Tudo Bons Rapazes'), Nora Ephron faleceu rodeada pela família.

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