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Correio da Manhã

Cultura

Mais de Marilyn do que Manson

Espectáculo e violência são dois conceitos que definem a carreira do artista que se intitulou um dia de ‘anti-cristo’. Anteontem fez um concerto único em Portugal e, pelo que se viu no Coliseu do Porto, actualmente Marilyn Manson é mais cénico e menos brutal. Ainda assim, o povo não esquece Manson, e é-lhe fiel.

19 de Junho de 2009 às 00:30
Marilyn Manson teve uma passagem rápida, mas marcante pela variedade de recursos cénicos utilizados
Marilyn Manson teve uma passagem rápida, mas marcante pela variedade de recursos cénicos utilizados FOTO: Sónia Caldas

O entusiasmo dos fãs era perceptível pelo ambiente trepidante nos minutos que antecederam o concerto, que marcou a apresentação do seu novo álbum de originais ‘The High End Of Low’ e o regresso do mítico Twiggy Ramirez.

Quem procurava ficar chocado com Manson saiu decerto desiludido e as últimas entrevistas do cantor até prometiam: mostrou aos jornalistas fotografias da namorada nua e com os pêlos púbicos a formar uma suástica. No Porto não houve bizarrias; apenas um pouco de circo.

O músico teve a maquilhagem retocada três vezes por uma ajudante, pois o branco tétrico nunca pode faltar na face. Tal como os confettis que descem ao som do novo ‘Great Big White World’, em que aparece encarcerado num cubo branco.

O novo álbum esteve omnipresente no concerto, mas percebe-se que é no passado que reside a chave do sucesso. O fim, com o clássico ‘The Beautiful People’, avivou memórias da adolescência de muitos. E ficou a ideia de que o magnetismo do poderoso som do rei ‘gótico-industrial’ se mantém intacto.

Mas a verdade é que se viu um Manson com menos pujança (só 1h15 de concerto), evidente na sofrível versão do hino ‘Dope Show’.

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