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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Mais dias de festa em Cascais

Sucesso das primeiras edições dita crescimento da iniciativa da autarquia e da Leya.

06 de setembro de 2017 às 01:30

No ano passado foram dez dias, este ano é um mês inteiro. O FIC – Festival Internacional de Cultura, organizado pela Câmara Municipal de Cascais e pelo grupo editorial Leya, veio para ficar e quer mostrar que "a cultura é um bem que nos enriquece". Para Pedro Sobral, diretor editorial da Leya, "logo no primeiro ano, na edição piloto, se percebeu que a iniciativa tinha um grande potencial".

"A adesão do público foi de tal forma surpreendente que percebemos que podíamos arriscar mais", diz ao CM. "Até as exposições estavam cheias e os artistas que cá vêm ficam surpreendidos com o interesse manifestado pelas pessoas", afirma.

Hoje, no Fosso da Cidadela, arranca uma das iniciativas que mais gente atraiu no ano passado: a mostra de cinema ao ar livre. Gratuita, como o é quase toda a programação do FIC.

Mas Pedro Sobral gosta de chamar a atenção para outros pontos altos da programação deste ano. "Vem cá o Paul Auster [domingo, dia 10]; o António Lobo Antunes vai estar à conversa com o Eduardo Lourenço [dia 30]; vamos fazer uma homenagem ao Manuel Alegre [dia 24] e, é claro, há um concerto com o Salvador Sobral, que vai ser um enorme acontecimento", conclui o responsável

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